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na periferia da cinelândia

Algumas Canções

Tem dias que a felicidade se contenta em aparecer pequenina: semana passada fui convidada pela @maitamb a participar de uma edição do Café Cotidiano, programa que ela apresenta na Rádio Pulga.

E se tem uma coisa que as duas não resistem é uma história de amor bem contada. Nem precisa ser no cinema, tá gente! Se você tem uma história de amor linda-incrível, me convida prum café e me conta. Prometo ser a melhor ouvinte ever.

Então que o tema do programa já estava escolhido de prima: um top 10 das canções de amor em filmes que a gente mais gosta. Como questões técnicas que ultrapassam nossas inteligências vem impedindo que o programa seja transmitido online, abaixo segue um preview do que vai rolar quarta à noite:

10. Helena Ignez cantando Roberto Carlos em A Mulher de Todos: . Tudo bem, essa vai entrar no programa como vinheta. Afinal, Ângela Carne e Osso estará sempre ocupada demais organizando o movimento, portanto, sem tempo pra um musical, tipo, completo.

9. Anna Karina, Jamais je ne t’ai dit que je t’aimerai toujour em Pierrot Le Fou
Porque Anna também é cantora e poderia estar aqui em vários postos desse top 10. E porque, numa posição diferente de Helena/Ângela, ela é a fada criadora de gente como Amélie Poulain e todos os outros seres transgressoramente fofos, que hoje se transmutaram em meninas de 16 anos que passam o dia postando no tumblr.

8. Ewan McGregor e Nicole Kidman e o medley de Moulin Rouge Porque eles passeiam por vários hits, de U2 a uma vesão de Heroes do Bowie e Baz Luhrmann dirige isso muito bem.

7. Be Italian, Fergie em Nine: Essa pode não ser bem uma música de amor, mas impele os caras à conquista, o que é o primeiro passo pra coisa toda acontecer. Fora que de todas as cenas de Nine, essa foi uma das poucas que  lembraram Fellini.

6. Anyone Else But You, Michael Cera e Ellen Page em Juno Porque os indies pedantes amam e também compõem músicas estúpidas e fofas pra demonstrar isso.

5. A filha do pirata em Conto de Verão Ainda não vi melhor tradução do verão e da juventude: garoto vai à praia pensando em compor uma balada ao estilo pirata e no caminho encontra 3 garotas.

4. What Ever Happened, Strokes em Maria Antonieta Porque eu não esperava que ela saísse correndo do tédio e os acordes iniciais de What Ever Happened corressem atrás dela.

3. Diana, Tudo que eu tenho em O Céu de Suely Porque essa aqui é de uma bacanice tripla: o texto inicial do filme dito por Hermila Guedes sobre a mulher que engravida num domingo, sob um lençol azul, é a tradução de um esquema sentimental e brega que combina exatamente com Diana soltando a voz em seguida. E ainda tem uma menção à letra de Esotérico, do Gil, sobre amar e morrer afogado, que rendeu até um link bônus.

2. Station to Station, David Bowie em Christiane F: Porque Christiane amava Detlef que amava heroína. E porque Bowie na sua fase Berlim descreveu esse amor de um jeito tão particular, crescente e dançante que é exatamente como deveria ser.

1. A waltz, Julie Delpy em Antes do Pôr-do-Sol Pra quem já tinha se apaixonado antes pela Celine esse aqui é o tiro de misericórdia. E porque eu e a Ander já ouvimos essa música juntas umas tantas vezes.

Buenas, aceitamos sugestões pra programas futuros e pra quem mora no Centro do Rio é só sintonizar 105,3 FM toda quarta às 19h.

a dura vida de cinéfilo

ultimamente o ccbb tem sido um dos poucos lugares nos quais tenho batido cartão por conta das mostras bacanas que  vem acontecendo por lá. ozu, meyer e agora faroeste italiano.

ainda considero o cinepasse uma idéia bacana. por um preço único e camarada vocẽ passa um mês credenciado pra assistir as mostras que rolem por lá. acontece que o esquema de distribuição das senhas é daqueles que te forçam a passar uns mínimos 40 minutos numa fila, pra depois formar uma nova fila que aí sim te dará o direito a entrar na sala e escolher (ou não) teu lugar.

chegar em cima da hora ou atrasado, nem pensar.

eu perdi um filme do russ meyer por isso, mas a mostra estava acontecendo na menor sala do centro, e as senhas acabariam rápido mesmo, com ou sem meu atraso.

mas hoje antes da exibição de “era uma vez no oeste” foi uma luta, literalmente. talvez eu estivesse sugestionada pela aura de duelo que os bang-bangs exalam, mas foi estranho ver gente conhecida correndo pra te utrapassar na entrada, ou ainda fazendo cara de mau pra deixar claro que o lugar vago ao lado não era pro teu bico.

enfim, são situações que te põe num dilema bruto: baixar e assistir em casa ou continuar sendo ‘romântica’ e querendo assistir alguns clássicos em película? eis a questão!

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