27 de julho 2008 · Tags:arquivo x: eu quero acreditar, fox mulder

Depois de arquivar todas as boas lembranças que a série Arquivo X havia deixado e até de conseguir enxergar na temperamental ilha fictícia do seriado Lost muito daquele espírito de estar à mercê do ‘desconhecido’, sensação que a dupla Mulder-Scully conhece (ou conhecia…) muito bem, este segundo longa-metragem da série só serviu pra decretar uma coisa: o enterro de qualquer esperança de revermos os bons e instigantes momentos da mitologia do seriado outra vez, já que constragimento é a palavra certa pra definir algumas das soluções que Chris Carter usou neste roteiro (inclusive, um alerta: fique na sala até o fim dos créditos pra não perder o ápice da vergonha alheia)
Aqui o link pra crítica completa sobre o filme, publicada no Cine Players, que aliás – relendo agora – percebi que não traz nenhum ataque mais ostensivo ao filme, talvez porque eu guarde algum respeito por tudo que essa série já significou um dia…
23 de julho 2008 · Tags:a crítica do crítico
Estava aqui gogleando sobre o mais recente filme de Claude Chabrol, que em português se chama Uma Garota Divida em Dois, quando dei de cara com esse blog português sobre cinema falando sobre crítica de cinema e sobre bons e maus leitores.
Vou colar aqui o trecho final, sobre a alteridade:
“ESCOLA. Não quero simplificar nem quero abusar da vossa paciência com esta nota (breve pela complexidade do que está em jogo, mas longa para este espaço). E não posso ignorar que, obviamente, as inevitáveis divergências sobre este ou aquele filme não passam de um caso particularíssimo de um problema mais geral. A saber: a perda do gosto escolar pelo confronto de ideias e, sobretudo, a capacidade de encarar a diferença do outro como natural e, sobretudo, inevitável. Em última instância, estamos, claro, perante um problema de educação: não a educação dos decretos oficiais ou dos salamaleques hipócritas, mas essa educação interior que, em última instância, não teme a diferença do outro. Ou, se quiserem: do Outro.”
Fica dito.