Aqui em casa rola uma brincadeira chamada “interpretando qualquer coisa”, como o cd de uma banda, um comercial de TV ou uma canção. A mais clássica e mais querida era “interpretando Los Hermanos”. Mas, o recesso da banda tornou o material da brincadeira meio repetitivo.
É tudo muito simples: você dedica uns minutos de atenção à coisa interpretada e depois junta todas as referências e impressões que conseguiu extrair dessa observação e faz uma consideração curta a respeito. A brincadeira pode se estender também à desconstruir a interpretação do adversário, por pura diversão ou pra encher o saco de alguém.
Até deu vontade de assistir isso ae. .
realmente a cena é um dilema de muitos publicitários e tantos outros.. mas no fim é sempre assim.. algo que só passa rapidamente pela cabeça.. fumando um cigarrinho no intervalo..
o carinha entra na sala – que é o único lugar onde ele fica sozinho – e tudo desmorona. ele pensa em se jogar, mas existem as garotas, as bebidas, a família. então ele continua sentado, fazendo pose de mad men…
Eu vi a série, então não vale, mas pra mim aquele é o pé da esposa. O único que se move e pode chutá-lo. Afinal, ele apesar de tudo, cai ao seus pés por amor.
O cair do personagem abstrato, me parece um retorno à lembrança do mesmo.
é, mas não se esquecam que o pé da mulher (seja quem for ela – nunca assisti ao seriado) não chega a encostá-lo.
então, na minha interpretação, aquilo é apenas uma tentativa dessa mulher de tentar interromper a queda do sujeito. uma tentativa de salvá-lo, de evitar que a bebida e as mulheres continuem levando-o para o fundo do poço.
que tal?
obs. geo, sugiro que a próxima edição seja “interpretando a marchinha psicótica de dr. soup”. se tu não conheces o som, fala comigo que eu te passo.
“antes de nada eu gostaria de explicar: segue agora um mosaico de imagens mil”
júpiter maçã é queridíssimo aqui em casa. uma boa sugestão, pedro!
voltando ao tema do debate aí, acho que as coisas se complementam: o pé da mulher tenta apará-lo mas tbm é o que mais pode machucá-lo. no fim das a queda dele é uma queda pra dentro, uma queda no profundo dele.
e como eu tbm já vi a série e não vale, termino dizendo que ele “malzão” pra esconder exatamente essa fragilidade da queda.
rapaz, marchinha psicótica é o hit de algumas semanas de 2008 e agora em 2009 voltou com força total, quando relembramos assistindo “Tropicália – Era Iluminada”.
[...] quem não conhece, o Interpretando Qualquer Coisa é uma brincadeira que sempre rola aqui em casa e que na verdade é muito simples: basta dedicar um tempo ao ‘objeto de estudo’, juntar [...]