cineorly

na periferia da cinelândia

Archive for maio, 2009

Oficina de Microfilmes

Nesta sexta embarcaremos numa outra: ajudar a construir uma oficina dos hoje chamados micro filmes, um nome mais lustroso para filmes gravados com celulares e câmeras fotográficas. Com duração curta (entre 1 e 5 minutos) eles ajudam a experimentar a linguagem, assim como a prática de elaboração de um filme (ainda que micro) em todos os seus processos. A oficina acontecerá em dois encontros: no primeiro a conversa, o brainstorm, a coleta do material bruto; no segundo: edição, montagem e confraternização (porque a socialização também é parte do processo)

Pra entender melhor o tom da oficina pense na seguinte mistura:

1) Como Fazer um Curta-Metragem Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual

2) Manifesto da Companhia Brasileira de Cinema Barato

3) O Filme do Filme Roubado do Roubo da Loja de Filmes

Sacou?

Mais uma temporada ou menos uma?

Me dei conta de que Lost está chegando a última temporada e de repente toda aquela raiva por saber que esperaríamos 6 anos pra desamarrar os nós apertados pela equipe de roteiristas comandada por JJ Abrams se transformou numa tristezinha incômoda. Ainda mais agora que a trama saiu de dentro das estações Dharma pra uma espécie de templo mitológico, e na tentativa de tentar prever pelo menos os rumos de uma série de televisão, vai ser preciso ler algumas historinhas da mitologia greco-romana, os pais da narrativa ocidental, e tudo ficou ainda mais interessante.

Não faço parte da turma gigantesca que tenta encontrar coerência no super fluxo de referências que o seriado despeja a cada episódio, e me detenho a acompanhar a trama boquiaberta com a força criativa do roteiro que vem segurando uma legião de fãs. Mas há também uma pá de gente que vive indiferente ao fenômeno e eu não to aqui pra convencer ninguém do contrário. Só vim aqui pra listar as 5 coisas que mais gosto em Lost porque este último episódio me inspirou um sentimento de nostalgia pelo o que eu ainda não vi:

5. O suspense: quem é que não tá curioso pra saber como a série vai terminar e aguenta até os episódios menos inspirados só pra poder juntar as peças no final?

4. O monstro de fumaça: nada melhor do que um enigma e não um bandido (ou mocinho?) tradicional.

estatua_lost

3.O projeto Dharma; a sombra da estátua; o pêndulo de Foucault; o misticismo; a ilha como lugar onde (pode ser que) o tempo seja controlado no mundo enquanto energia física;e todas essas referências esdrúxulas como o urso polar e o Rodrigo Santoro ter sido enterrado vivo.

2. O vai-e-vem do roteiro ou o embaralhamento da linha temporal: porque ser historiador tem desses fetiches, e o prazer de ir buscar na memória aquela cena da primeira temporada e ter que ler um texto sobre viagens no tempo ou física, não tem preço!

1. A experiência: você, amigo lostmaníaco, não se sente parte de uma espécie de experiência da indústria do entretenimento? E isso não parece superbacana?

OBS: Será que o lápis de olho do Richard tem alguma ligação com o fato dele ser um remanescente egípcio ou até o próprio deus-sol, Rá!

750px-Ra_Symbol_(Stargate).svg

Pensem nisso ok beijo.

Next entries »