28 de julho 2009 · Tags:à deriva, cannes 09, cheiro do ralo, débora bloch, erika liporaci, felipa, heitor dhalia, laura neiva, orkut, vicent cassel
Sabe como é, você escreve um texto e guarda. Depois lê e pensa o que poderia mudar. Com esse texto sobre a coletiva de À Deriva foi assim. Mas eu não vou mudar nada, sabe? Basta dizer que a Débora Bloch é exatamente como aparece na tela da tv, além de elegante e simpática. Que o Vicent Cassel tava gripado e que o Heitor Dhalia tem um sotaque bom de ouvir.
Agora sejamos sérios:

O grupo formado por Heitor Dhalia, Débora Bloch, Vicent Cassel e Laura Neiva receberam a imprensa para uma conversa sobre À Deriva, filme que entra em cartaz no próximo final de semana. Depois do sucesso de O Cheiro do Ralo, Dhalia dá continuidade à sua trajetória como diretor com a história de Felipa (Laura Neiva) uma garota de 14 anos que testemunha os conflitos envolvendo a separação dos pais (interpretados por Cassel e Bloch) ao mesmo tempo em que passa a viver suas primeiras experiências amorosas.
Perguntado sobre ter feito de Felipa um alter-ego seu, o diretor confirma que o conflito da personagem, assim como a época em que a história se passa, foram em alguma medida inspirados em sua história sem, no entanto, reproduzi-la fielmente: “minha mãe não bebe”, afirma ele, em tom de piada.
Vicente Cassel comenta que Heitor os deixava livres e falava pouco. Disse que assim as relações entre os atores tomaram caminhos lúdicos e concentrados em suas caracterizações. O diretor comenta que não havia um roteiro para Laura (que faz sua estréia como atriz neste filme) e disse que propôs a ela um exercício de compreensão do drama e resposta aos conflitos da maneira mais natural possível.
Comentando a sua escolha como protagonista, Laura disse que foi contatada inicialmente através de um site de relacionamentos e, assustada, chegou a rejeitar a proposta. Heitor contou que ela foi escolhida na reta final de testes quando todas as datas de produção já estavam agendadas mesmo sem uma protagonista. Sua reação foi imediata ao vê-la nos testes: era ela!
A ambientação sutil que remete ao início dos anos 1980 pretende ser mais uma aproximação nostálgica ao período do que uma reconstituição minuciosa: “o importante é a memória de uma época, não a época em si”, diz Dhalia. É possível perceber o esmero da direção de arte e também no figurino: “Toda a equipe trouxe fotos de família para o set e isso foi o que nos ajudou a compor a ambientação”
Débora Bloch falou sobre a felicidade da relação entre eles, o que ajudou no clima familiar necessário a trama. Comentando o hiato de suas aparições na telona, disse que a indústria cinematográfica nacional produz pouco e fica difícil conciliar seus interesses aos perfis requeridos pelos produtores. Falando sobre o fazer cinematográfico,diz ela que é muito propício ao trabalho do ator devido ao ritmo, ajudando na construção do personagem, diferente da televisão, que sabemos é uma indústria mais forte do que o cinema em nosso país. Disse também que sua filha Júlia foi convidada a uma sessão de À Deriva e para surpresa da mãe telefonou elogiando o filme, coisa que ainda não havia acontecido entre elas.
Dhalia contou que tomou todo o cuidado necessário para lidar com as sutilezas das experiências da protagonista nas cenas mais delicadas ligadas à sexualidade, e assim conseguiu que o filme tivesse censura 14 anos, a idade da personagem, o que ajuda na identificação do público adolescente.
Débora afirmou que estar em Cannes foi emocionante em todos os sentidos, principalmente pela acolhida de Vicent Cassel e também pelos aplausos de aprovação da platéia que esteve na estréia do filme.
Durante a sessão de fotos foi possível perceber a integração dos atores com o diretor e acompanhá-los tirando fotos entre si e fazendo piadas uns dos outros, num clima eu demonstra o entrosamento que vemos no filme.
Fotos gentilmente cedidas por Erika Liporaci.
O grupo formado por Heitor Dhalia, Débora Bloch, Vicent Cassel e Laura Neiva receberam a imprensa para uma conversa sobre À Deriva, filme que entra em cartaz no próximo final de semana. Depois do sucesso de O Cheiro do Ralo, Dhalia dá continuidade à sua trajetória como diretor com a história de Felipa (Laura Neiva) uma garota de 14 anos que testemunha os conflitos envolvendo a separação dos pais (interpretados por Cassel e Bloch) ao mesmo tempo em que passa a viver suas primeiras experiências amorosas.
Perguntado sobre ter feito de Felipa um alter-ego seu, o diretor confirma que o conflito da personagem, assim como a época em que a história se passa, foram em alguma medida inspirados em sua história sem, no entanto, reproduzi-la fielmente: “minha mãe não bebe”, afirma ele, em tom de piada.
Vicente Cassel comenta que Heitor os deixava livres e falava pouco. Disse que assim as relações entre os atores tomaram caminhos lúdicos e concentrados em suas caracterizações. O diretor comenta que não havia um roteiro para Laura (que faz sua estréia como atriz neste filme) e disse que propôs a ela um exercício de compreensão do drama e resposta aos conflitos da maneira mais natural possível.

Comentando a sua escolha como protagonista, Laura disse que foi contatada inicialmente através de um site de relacionamentos e, assustada, chegou a rejeitar a proposta. Heitor contou que ela foi escolhida na reta final de testes quando todas as datas de produção já estavam agendadas mesmo sem uma protagonista. Sua reação foi imediata ao vê-la nos testes: era ela!
A ambientação sutil que remete ao início dos anos 1980 pretende ser mais uma aproximação nostálgica ao período do que uma reconstituição minuciosa: “o importante é a memória de uma época, não a época em si”, diz Dhalia. É possível perceber o esmero da direção de arte e também no figurino: “Toda a equipe trouxe fotos de família para o set e isso foi o que nos ajudou a compor a ambientação”
Débora Bloch falou sobre a felicidade da relação entre eles, o que ajudou no clima familiar necessário a trama. Comentando o hiato de suas aparições na telona, disse que a indústria cinematográfica nacional produz pouco e fica difícil conciliar seus interesses aos perfis requeridos pelos produtores. Falando sobre o fazer cinematográfico,diz ela que é muito propício ao trabalho do ator devido ao ritmo, ajudando na construção do personagem, diferente da televisão, que sabemos é uma indústria mais forte do que o cinema em nosso país. Disse também que sua filha Júlia foi convidada a uma sessão de À Deriva e para surpresa da mãe telefonou elogiando o filme, coisa que ainda não havia acontecido entre elas.

Dhalia contou que tomou todo o cuidado necessário para lidar com as sutilezas das experiências da protagonista nas cenas mais delicadas ligadas à sexualidade, e assim conseguiu que o filme tivesse censura 14 anos, a idade da personagem, o que ajuda na identificação do público adolescente.
Débora afirmou que estar em Cannes foi emocionante em todos os sentidos, principalmente pela acolhida de Vicent Cassel e também pelos aplausos de aprovação da platéia que esteve na estréia do filme.
Durante a sessão de fotos foi possível perceber a integração dos atores com o diretor e acompanhá-los tirando fotos entre si e fazendo piadas uns dos outros, num clima eu demonstra o entrosamento que vemos no filme.
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*Fotos gentilmente emprestadas por Erika Liporaci.
** Não perca a oportunidade de me ver – desfocada – em pose de tiete.
28 de julho 2009 · Tags:9 out of 10 movie stars make me cry, à deriva, caetano veloso, christian bale, cineplayers, coração vagabundo, heitor dhalia, inimigos públicos, johnny depp, marion cotillard, michael mann
Ainda escrevendo para o Cine Players, apesar das aparições cada vez mais bissextas, seguem abaixo os linques para os últimos textos que postei por lá.
Um deles é sobre o comentado documentário sobre Caetano Veloso, o Coração Vagabundo. E só pra demonstrar o meu afeto resolvi tagear esse post com a tag mais usada nesse blog – a do 9 out of 10 movie stars make me cry – só pro Caê saber que o amor é importante, porra!
O outro texto fala da estréia do novo filme do diretor Michael Mann. Inimigos Públicos chamou mais a minha atenção quando mostrou a mídia se especializando na criação desses heróis urbanos e seus mitos do que por qualquer outra coisa.
Pra essa semana prometi um texto sobre o novo do Heitor Dhalia, À Deriva. Em seguida posto um texto sobre como foi a coletiva desse lançamento nacional.