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Sobre Anticristo

Esta não é um crítica sobre o novo filme do Lars Von Trier. Para ler algumas clique aqui, aqui, aqui e aqui.
Se você vem acompanhando a trajetória de Anticristo desde a sua pré-estréia em Cannes sabe no quanto de polêmica o filme segue envolvido. Minha intenção não é dizer quão bom ou ruim ele possa ser e sim entender porque um jornalista pode pretender obrigar o diretor a explicar-se sobre o que quis dizer com o filme. Alguns até saíram da sala e outros ainda passaram mal.Diretamente da minha poltrona confesso que nervoso mesmo eu só senti quando o personagem de William Dafoe tenta desatarrachar uma roldana que foi presa a sua perna com um parafuso.
Ir ao cinema é fazer uma escolha e um dos problemas da cultura de massa, cultura pop ou outro termo que você prefira usar para falar da indústria do entretenimento, acaba optando por produtos que possam alcançar o maior número possível de espectadores. O preço disso pode ser representado no cinema com os filmes que não surpreendem, que seguem fórmulas, aqueles que quando começam nós já podemos prever o final. É fácil, já foi aprovado e as pessoas continuam consumindo, talvez porque fazer escolhas nesse campo seja difícil ou talvez por comodidade.
Carol Bensimon disse que a crítica européia entendeu o filme como provocação e é provável que ela esteja certa. Aliás, provocar a crítica parece necessário nesses tempos em que é fadigante procurar frases diferentes para nomear os mesmos filmes que se repetem, às vezes até com os mesmos atores.
Digo aqui duas coisinhas sobre o filme que particularmente me incomodaram nas críticas que li antes de vê-lo. Uma delas é sobre o filme ser uma crítica rasa ao cristianismo, ao que na verdade penso o contrário: acho que Von trier quis mostrar a que ponto a culpa pode perturbar e tirar uma pessoa de seus limites. A outra é sobre a tal raposinha citada no primeiro parágrafo: será que agora um diretor de cinema não pode mais ser desconexo, devendo portanto entregar já de saída todas as chaves com as quais a gente possa abrir os segredos de um filme?
Como diria a raposa: o caos reina.
Dica: se for assistir Anticristo não se atrase: o prólogo tem as imagens mais bonitas que vi no cinema esse ano

Esta não é um crítica sobre o novo filme do Lars Von Trier (que aliás, é o filme da semana aqui no Cine Orly). Para ler uma crítica sobre ele, clique aqui aqui.

Se você vem acompanhando a trajetória de Anticristo desde a sua pré-estréia em Cannes sabe no quanto de polêmica o filme segue envolvido. Minha intenção não é dizer quão bom ou ruim ele possa ser e sim entender porque um jornalista pode pretender obrigar o diretor a explicar-se sobre o que quis dizer com o filme. Alguns até saíram da sala e outros ainda passaram mal.Diretamente da minha poltrona confesso que nervoso mesmo eu só senti quando o personagem de William Dafoe tenta desatarrachar uma roldana que foi presa a sua perna com um parafuso.

Ir ao cinema é fazer uma escolha e um dos problemas da cultura de massa, cultura pop ou outro termo que você prefira usar para falar da indústria do entretenimento, acaba optando por produtos que possam alcançar o maior número possível de espectadores. O preço disso pode ser representado no cinema com os filmes que não surpreendem, que seguem fórmulas, aqueles que quando começam nós já podemos prever o final. É fácil, já foi aprovado e as pessoas continuam consumindo, talvez porque fazer escolhas nesse campo seja difícil ou talvez por comodidade.

Carol Bensimon disse que a crítica européia entendeu o filme como provocação e é provável que ela esteja certa. Aliás, provocar a crítica parece necessário nesses tempos em que é fadigante procurar frases diferentes para nomear os mesmos filmes que se repetem, às vezes até com os mesmos atores.

Digo aqui duas coisinhas sobre o filme que particularmente me incomodaram nas críticas que li antes de vê-lo. Uma delas é sobre o filme ser uma crítica rasa ao cristianismo, ao que na verdade penso o contrário: acho que Von Trier quis mostrar a que ponto a culpa pode perturbar e tirar uma pessoa de seus limites. A outra é sobre a tal raposinha citada no primeiro parágrafo: será que agora um diretor de cinema não pode mais ser desconexo, devendo portanto entregar já de saída todas as chaves com as quais a gente possa abrir os segredos de um filme?

Como diria a raposa: o caos reina.

Dica: se for assistir Anticristo não se atrase: o prólogo tem as imagens mais bonitas que vi no cinema esse ano.

2 Comentários »

  joao~grando escrito @ 9 de agosto 2009

Muito curioso por este filme.
E quanto ao que disse, assinaria embaixo.

  Hector escrito @ 8 de agosto 2009

O filme é recheado de cenas repugnantes.
Não possui nenhuma grafismonogenia.
Não recomendado.

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