cineorly

na periferia da cinelândia

Archive for novembro, 2009

minha vila filmo eu

o título dessa postagem faz referência a um projeto de iniciação cinematografica que rolava em curitba quando eu morei por lá, entre 2005 e 2006. lembro que o título do projeto chamou minha atenção e pode muito bem ser traduzido num nível mais amplo como ‘minha periferia filmo eu’, já que em curitiba os bairros da periferia são dividos em vilas e a minha inclusive chamava ‘vila cubas’, lugar que eu, dotada de um grande espírito melancólico, sinto bastante saudades. aliás, fica aqui uma dúvida sobre se este texto começou impulsionado por melancolia ou pela idéia de periferia que eu pude reforçar depois de uma viagem récem terminada à minha periferia de origem, o bairro da sacramenta em belém do pará.
antes da viagem, sentada aqui na sala de casa, comecei um processo de buscar de volta o meu sotaque, coisa que preferi esconder por conta de várias chacotas que sofri. e a pior coisa que existe é sofrer chacota em casa, dessas de dizerem que vc mudou depois que saiu de lá.
e depois de sair de casa foi que eu pude perceber que a pior coisa de ser um cara da periferia é ter que bater os sapatos e vestir outro sorriso antes de entrar em ambientes reforçados pelo bom gosto de classe média, aquele que te impede de soltar uma gíria muito tua ou de calçar os teus chinelos e encher o teu ipod de música brega simplesmente porque estes não são códigos aceitos fora dos nichos a que são relegados.
além disso, dói fundo no meu coraçãozinho ouvir gente que não entende absolutamente nada sobre a “minha vila” e suas sutilezas querer falar dela com propriedade. sei lá, eu tava na mesa do bar e alguém citou o vinícius sobre o o fato do lévi strauss não ter curtido a baía de guanabara: “o brasil não é para principiantes” e eu gargalhei bem alto porque é isso, porque a minha vila filmo eu.

o título dessa postagem faz referência a um projeto de iniciação cinematografica que rolava em curitba e que eu conheci quando morei por lá, entre 2005 e 2006. lembro que o título do projeto chamou minha atenção e pode muito bem ser traduzido num nível mais amplo como ‘minha periferia filmo eu’, já que em curitiba os bairros da periferia são dividos em vilas e a minha inclusive chamava ‘vila cubas’, lugar que eu, dotada de um grande espírito melancólico, sinto bastante saudades. aliás, fica aqui uma dúvida sobre se este texto começou impulsionado por melancolia ou pela idéia de periferia que eu pude reforçar depois de uma viagem récem terminada à minha periferia de origem, o bairro da sacramenta em belém do pará.

antes da viagem, sentada aqui na sala de casa, comecei um processo de buscar de volta o meu sotaque, coisa que preferi esconder por conta de várias chacotas que sofri. e a pior coisa que existe é sofrer chacota em casa, dessas de dizerem que você mudou depois que saiu de lá.

e depois de sair de casa foi que eu pude perceber que a pior coisa de ser um cara da periferia é ter que bater os sapatos e vestir outro sorriso antes de entrar em ambientes reforçados pelo bom gosto de classe média, aquele que te impede de soltar uma gíria muito tua ou de calçar os teus chinelos e encher o teu ipod de música brega simplesmente porque estes não são códigos aceitos fora dos nichos a que são relegados.

além disso, dói fundo no meu coraçãozinho ouvir gente que não entende absolutamente nada sobre a “minha vila” e suas sutilezas querer falar dela com propriedade. sei lá, eu tava na mesa do bar e alguém citou o vinícius sobre o o fato do lévi strauss não ter curtido a baía de guanabara: “o brasil não é para principiantes” e eu gargalhei bem alto porque é isso. porque a minha vila filmo eu.

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pra ler assistindo:

O Cavalo

Brega S/A