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	<title>cineorly &#187; cannes 09</title>
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		<title>Sobre Anticristo</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 05:11:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta não é um crítica sobre o novo filme do Lars Von Trier. Para ler algumas clique aqui, aqui, aqui e aqui.
Se você vem acompanhando a trajetória de Anticristo desde a sua pré-estréia em Cannes sabe no quanto de polêmica o filme segue envolvido. Minha intenção não é dizer quão bom ou ruim ele possa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Esta não é um crítica sobre o novo filme do Lars Von Trier. Para ler algumas clique aqui, aqui, aqui e aqui.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Se você vem acompanhando a trajetória de Anticristo desde a sua pré-estréia em Cannes sabe no quanto de polêmica o filme segue envolvido. Minha intenção não é dizer quão bom ou ruim ele possa ser e sim entender porque um jornalista pode pretender obrigar o diretor a explicar-se sobre o que quis dizer com o filme. Alguns até saíram da sala e outros ainda passaram mal.Diretamente da minha poltrona confesso que nervoso mesmo eu só senti quando o personagem de William Dafoe tenta desatarrachar uma roldana que foi presa a sua perna com um parafuso.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ir ao cinema é fazer uma escolha e um dos problemas da cultura de massa, cultura pop ou outro termo que você prefira usar para falar da indústria do entretenimento, acaba optando por produtos que possam alcançar o maior número possível de espectadores. O preço disso pode ser representado no cinema com os filmes que não surpreendem, que seguem fórmulas, aqueles que quando começam nós já podemos prever o final. É fácil, já foi aprovado e as pessoas continuam consumindo, talvez porque fazer escolhas nesse campo seja difícil ou talvez por comodidade.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Carol Bensimon disse que a crítica européia entendeu o filme como provocação e é provável que ela esteja certa. Aliás, provocar a crítica parece necessário nesses tempos em que é fadigante procurar frases diferentes para nomear os mesmos filmes que se repetem, às vezes até com os mesmos atores.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Digo aqui duas coisinhas sobre o filme que particularmente me incomodaram nas críticas que li antes de vê-lo. Uma delas é sobre o filme ser uma crítica rasa ao cristianismo, ao que na verdade penso o contrário: acho que Von trier quis mostrar a que ponto a culpa pode perturbar e tirar uma pessoa de seus limites. A outra é sobre a tal raposinha citada no primeiro parágrafo: será que agora um diretor de cinema não pode mais ser desconexo, devendo portanto entregar já de saída todas as chaves com as quais a gente possa abrir os segredos de um filme?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como diria a raposa: o caos reina.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dica: se for assistir Anticristo não se atrase: o prólogo tem as imagens mais bonitas que vi no cinema esse ano</div>
<p>Esta não é um crítica sobre o novo filme do Lars Von Trier (que aliás, é o filme da semana aqui no Cine Orly). Para ler uma crítica sobre ele, clique <a href="http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1693" target="_blank">aqui </a>e <a href="http://veja.abril.com.br/260809/uma-experiencia-radical-p-136.shtml" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Se você vem acompanhando a trajetória de Anticristo <a href="http://cinema.uol.com.br/cannes/ultnot/2009/05/17/ult5900u60.jhtm" target="_blank">desde a sua pré-estréia em Cannes</a> sabe no <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/05/18/anticristo-de-lars-von-trier-divide-cannes-diretor-diz-que-o-melhor-do-mundo-755912277.asp" target="_blank">quanto de polêmica o filme segue envolvido</a>. Minha intenção não é dizer quão bom ou ruim ele possa ser e sim entender porque um jornalista pode pretender obrigar o diretor a explicar-se sobre o que quis dizer com o filme. Alguns até saíram da sala e outros ainda passaram mal.Diretamente da minha poltrona confesso que nervoso mesmo eu só senti quando o personagem de William Dafoe tenta desatarrachar uma roldana que foi presa a sua perna com um parafuso.</p>
<p>Ir ao cinema é fazer uma escolha e um dos problemas da cultura de massa, cultura pop ou outro termo que você prefira usar para falar da indústria do entretenimento, acaba optando por produtos que possam alcançar o maior número possível de espectadores. O preço disso pode ser representado no cinema com os filmes que não surpreendem, que seguem fórmulas, aqueles que quando começam nós já podemos prever o final. É fácil, já foi aprovado e as pessoas continuam consumindo, talvez porque fazer escolhas nesse campo seja difícil ou talvez por comodidade.</p>
<p><a href="http://mtv.uol.com.br/noticiasmtv/videos/noticias-mtv-o-polemico-filme-anticristo" target="_blank">Carol Bensimon disse que a crítica européia entendeu o filme como provocação</a> e é provável que ela esteja certa. Aliás, provocar a crítica parece necessário nesses tempos em que é fadigante procurar frases diferentes para nomear os mesmos filmes que se repetem, às vezes até com os mesmos atores.</p>
<p>Digo aqui duas coisinhas sobre o filme que particularmente me incomodaram nas críticas que li antes de vê-lo. Uma delas é sobre o filme ser uma crítica rasa ao cristianismo, ao que na verdade penso o contrário: acho que Von Trier quis mostrar a que ponto a culpa pode perturbar e tirar uma pessoa de seus limites. A outra é sobre a tal raposinha citada no primeiro parágrafo: será que agora um diretor de cinema não pode mais ser desconexo, devendo portanto entregar já de saída todas as chaves com as quais a gente possa abrir os segredos de um filme?</p>
<p>Como diria a raposa: o caos reina.</p>
<p>Dica: se for assistir Anticristo não se atrase: o prólogo tem as imagens mais bonitas que vi no cinema esse ano.</p>
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		<title>Coletiva de À Deriva</title>
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		<comments>http://cineorly.info/2009/07/coletiva-de-a-deriva/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 13:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sabe como é, você escreve um texto e guarda. Depois lê e pensa o que poderia mudar. Com esse texto sobre a coletiva de À Deriva foi assim. Mas eu não vou mudar nada, sabe? Basta dizer que a Débora Bloch é exatamente como aparece na tela da tv, além de elegante e simpática. Que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe como é, você escreve um texto e guarda. Depois lê e pensa o que poderia mudar. Com esse texto sobre a coletiva de À Deriva foi assim. Mas eu não vou mudar nada, sabe? Basta dizer que a Débora Bloch é exatamente como aparece na tela da tv, além de elegante e simpática. Que o Vicent Cassel tava gripado e que o Heitor Dhalia tem um sotaque bom de ouvir.</p>
<p>Agora sejamos sérios:</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-676" title="22072009203" src="http://cineorly.info/wp-content/uploads/2009/07/22072009203-300x225.jpg" alt="22072009203" width="240" height="180" /></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O grupo formado por Heitor Dhalia, Débora Bloch, Vicent Cassel e Laura Neiva receberam a imprensa para uma conversa sobre À Deriva, filme que entra em cartaz no próximo final de semana. Depois do sucesso de O Cheiro do Ralo, Dhalia dá continuidade à sua trajetória como diretor com a história de Felipa (Laura Neiva) uma garota de 14 anos que testemunha os conflitos envolvendo a separação dos pais (interpretados por Cassel e Bloch) ao mesmo tempo em que passa a viver suas primeiras experiências amorosas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Perguntado sobre ter feito de Felipa um alter-ego seu, o diretor confirma que o conflito da personagem, assim como a época em que a história se passa, foram em alguma medida inspirados em sua história sem, no entanto, reproduzi-la fielmente: “minha mãe não bebe”, afirma ele, em tom de piada.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Vicente Cassel comenta que Heitor os deixava livres e falava pouco. Disse que assim as relações entre os atores tomaram caminhos lúdicos e concentrados em suas caracterizações. O diretor comenta que não havia um roteiro para Laura (que faz sua estréia como atriz neste filme) e disse que propôs a ela um exercício de compreensão do drama e resposta aos conflitos da maneira mais natural possível.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Comentando a sua escolha como protagonista, Laura disse que foi contatada inicialmente através de um site de relacionamentos e, assustada, chegou a rejeitar a proposta. Heitor contou que ela foi escolhida na reta final de testes quando todas as datas de produção já estavam agendadas mesmo sem uma protagonista. Sua reação foi imediata ao vê-la nos testes: era ela!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A ambientação sutil que remete ao início dos anos 1980 pretende ser mais uma aproximação nostálgica ao período do que uma reconstituição minuciosa: “o importante é a memória de uma época, não a época em si”, diz Dhalia. É possível perceber o esmero da direção de arte e também no figurino: “Toda a equipe trouxe fotos de família para o set e isso foi o que nos ajudou a compor a ambientação”</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Débora Bloch falou sobre a felicidade da relação entre eles, o que ajudou no clima familiar necessário a trama. Comentando o hiato de suas aparições na telona, disse que a indústria cinematográfica nacional produz pouco e fica difícil conciliar seus interesses aos perfis requeridos pelos produtores. Falando sobre o fazer cinematográfico,diz ela que é muito propício ao trabalho do ator devido ao ritmo, ajudando na construção do personagem, diferente da televisão, que sabemos é uma indústria mais forte do que o cinema em nosso país. Disse também que sua filha Júlia foi convidada a uma sessão de À Deriva e para surpresa da mãe telefonou elogiando o filme, coisa que ainda não havia acontecido entre elas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dhalia contou que tomou todo o cuidado necessário para lidar com as sutilezas das experiências da protagonista nas cenas mais delicadas ligadas à sexualidade, e assim conseguiu que o filme tivesse censura 14 anos, a idade da personagem, o que ajuda na identificação do público adolescente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Débora afirmou que estar em Cannes foi emocionante em todos os sentidos, principalmente pela acolhida de Vicent Cassel e também pelos aplausos de aprovação da platéia que esteve na estréia do filme.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Durante a sessão de fotos foi possível perceber a integração dos atores com o diretor e acompanhá-los tirando fotos entre si e fazendo piadas uns dos outros, num clima eu demonstra o entrosamento que vemos no filme.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Fotos gentilmente cedidas por Erika Liporaci.</div>
<p>O grupo formado por Heitor Dhalia, Débora Bloch, Vicent Cassel e Laura Neiva receberam a imprensa para uma conversa sobre À Deriva, filme que entra em cartaz no próximo final de semana. Depois do sucesso de O Cheiro do Ralo, Dhalia dá continuidade à sua trajetória como diretor com a história de Felipa (Laura Neiva) uma garota de 14 anos que testemunha os conflitos envolvendo a separação dos pais (interpretados por Cassel e Bloch) ao mesmo tempo em que passa a viver suas primeiras experiências amorosas.</p>
<p>Perguntado sobre ter feito de Felipa um alter-ego seu, o diretor confirma que o conflito da personagem, assim como a época em que a história se passa, foram em alguma medida inspirados em sua história sem, no entanto, reproduzi-la fielmente: “minha mãe não bebe”, afirma ele, em tom de piada.</p>
<p>Vicente Cassel comenta que Heitor os deixava livres e falava pouco. Disse que assim as relações entre os atores tomaram caminhos lúdicos e concentrados em suas caracterizações. O diretor comenta que não havia um roteiro para Laura (que faz sua estréia como atriz neste filme) e disse que propôs a ela um exercício de compreensão do drama e resposta aos conflitos da maneira mais natural possível.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-677" title="22072009210" src="http://cineorly.info/wp-content/uploads/2009/07/22072009210-300x225.jpg" alt="22072009210" width="240" height="180" /></p>
<p>Comentando a sua escolha como protagonista, Laura disse que foi contatada inicialmente através de um site de relacionamentos e, assustada, chegou a rejeitar a proposta. Heitor contou que ela foi escolhida na reta final de testes quando todas as datas de produção já estavam agendadas mesmo sem uma protagonista. Sua reação foi imediata ao vê-la nos testes: era ela!</p>
<p>A ambientação sutil que remete ao início dos anos 1980 pretende ser mais uma aproximação nostálgica ao período do que uma reconstituição minuciosa: “o importante é a memória de uma época, não a época em si”, diz Dhalia. É possível perceber o esmero da direção de arte e também no figurino: “Toda a equipe trouxe fotos de família para o set e isso foi o que nos ajudou a compor a ambientação”</p>
<p>Débora Bloch falou sobre a felicidade da relação entre eles, o que ajudou no clima familiar necessário a trama. Comentando o hiato de suas aparições na telona, disse que a indústria cinematográfica nacional produz pouco e fica difícil conciliar seus interesses aos perfis requeridos pelos produtores. Falando sobre o fazer cinematográfico,diz ela que é muito propício ao trabalho do ator devido ao ritmo, ajudando na construção do personagem, diferente da televisão, que sabemos é uma indústria mais forte do que o cinema em nosso país. Disse também que sua filha Júlia foi convidada a uma sessão de À Deriva e para surpresa da mãe telefonou elogiando o filme, coisa que ainda não havia acontecido entre elas.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-678" title="22072009221" src="http://cineorly.info/wp-content/uploads/2009/07/22072009221-225x300.jpg" alt="22072009221" width="180" height="240" /></p>
<p>Dhalia contou que tomou todo o cuidado necessário para lidar com as sutilezas das experiências da protagonista nas cenas mais delicadas ligadas à sexualidade, e assim conseguiu que o filme tivesse censura 14 anos, a idade da personagem, o que ajuda na identificação do público adolescente.</p>
<p>Débora afirmou que estar em Cannes foi emocionante em todos os sentidos, principalmente pela acolhida de Vicent Cassel e também pelos aplausos de aprovação da platéia que esteve na estréia do filme.</p>
<p>Durante a sessão de fotos foi possível perceber a integração dos atores com o diretor e acompanhá-los tirando fotos entre si e fazendo piadas uns dos outros, num clima eu demonstra o entrosamento que vemos no filme.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>*Fotos gentilmente emprestadas por <a href="http://artesesubversao.blogspot.com/" target="_blank">Erika Liporaci</a>.</p>
<p>** Não perca a oportunidade <a href="http://www.flickr.com/photos/cineorly/3747769892/" target="_blank">de me ver &#8211; desfocada &#8211; em pose de tiete</a>.</p>
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