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	<title>cineorly &#187; cléo pires</title>
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		<title>Meu Nome Não É Johnny, 2007</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 18:39:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dividido entre comédia e drama, um filme humano sobre a classe média carioca, as drogas e uma reviravolta.
Selton Mello protagonizando o primeiro lançamento nacional do ano recém chegado e mostrando que trabalhador que rala de verdade, não descansa. Digo trabalhador porque Selton atuou, deu palpite na escolha do elenco e ajudou a escrever os diálogos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><i>Dividido entre comédia e drama, um filme humano sobre a classe média carioca, as drogas e uma reviravolta.</i></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Selton Mello protagonizando o primeiro lançamento nacional do ano recém chegado e mostrando que trabalhador que rala de verdade, não descansa. Digo trabalhador porque Selton atuou, deu palpite na escolha do elenco e ajudou a escrever os diálogos, como se não pudesse evitar a intromissão.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Interpretando pela primeira vez um personagem que ‘estava a seu lado’, ele revive algumas histórias da vida de uma lenda urbana carioca: João Estrella. Jovem da classe média-bem-relacionada, João era moleque quando fumou seu primeiro baseado, meio ao acaso. No filme, o papel do carinha que descola o primeiro pra ele é interpretado por Rodrigo Amarante, também conhecido como baixista do Los Hermanos. <span> </span>Daí João foi crescendo e o vício também. Um dia ele se viu vendendo, ganhando e gastando mais do que imaginava e não soube a hora de parar. E chegou num tribunal, viu a mãe ali chorando e foi parar no meio dos loucos e se tornou ainda mais humano. Saiu de lá gente grande.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">De tão carismático, João ganhou até um livro sobre a própria história, escrito por Guilherme Fiúza, de onde saíram as situações que deram origem ao filme.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Júlia Lemmertz faz o papel da mãe de Estrella, que no final das contas foi a última a saber de tudo. Cléo Pires interpreta a namorada Sofia que esteve ao lado dele em boa parte da jornada. Aliás, Cléo e Selton estão bem afinados. Afinados também são os diálogos que você imagina surgindo normalmente naquelas situações, principalmente se você conheceu algum cara boa praça como o João.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Rafaela Mandelli, que foi protogonista da ‘novelinha’ Malhação por uma ou duas temporadas, se destaca no papel da amiga que também passa por várias metamorfoses dentro da história. E a história se desenrola dentro dessa perspectiva: As várias etapas, a oscilação de alguém que conhece o auge da juventude sem muita noção de limites, e acaba pagando sua pena e voltando à vida normal.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Selton Mello encarnou o seu próprio “Johnny”, o que deu mais charme à trama. Muitos dizem que a história contada dessa forma heroiciza demais o personagem. Mas afinal, ele é um personagem, não?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Mauro Lima dirigiu Tainá 2 por encomenda, e caiu no projeto de Meu Nome Não É Johnny também por convite. E apesar de não ser um projeto ‘pensado’ por ele, conduziu o filme pela linha pop que ele precisava ter.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Em tempos de Tropa de Elite ninguém escapa a uma comparação, a uma pergunta. E sabe, melhor dizer que os dois filmes não se parecem, porque não se parecem mesmo. Os dois talvez lidem com a mesma coisa por prismas diferentes e um pode até abafar o outro, porque em cinema às vezes a subjetividade perde pontos frente à ação. Melhor separar cada um e deixá-los em seus devidos lugares para não julgar errado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Selton disse que até foi convidado a participar do Tropa. Seria ‘aquele que pede pra sair’, mas já tinha acertado com Mariza Leão sua participação no Johnny. E ele fez bem, porque era preciso alguém como ele pra trazer à tela esse homem-humano. E porque no filme talvez ele seja de longe a melhor coisa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A história é interessante. A direção coerente. Mas falta à trama uma universalidade maior que transmita a idéia de reconhecimento com o personagem, que é ele mesmo a essência do filme. A fábula do vim-vi-e-venci soa meio piegas. Tudo bem, foi bonito isso, mas e daí?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Ressaltando, o melhor desse filme são seus personagens e suas histórias. Segue um ritmo gostoso de ver, mas quando passa a ser sério, perde a graça.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Quem gosta do Selton deve ir. E quem gosta de cinema brasileiro, também.</p>
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		<title>Na coletiva de &#8220;Meu Nome Não é Johnny&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 03:54:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Coletivas são legais. Nelas é que se pode debater a respeito da produção de um filme, aproveitando pra entender como se faz cinema, falar sobre políticas públicas, e mais um monte de assuntos que surgem, e talvez até nem devessem surgir. Pra quem não sabe nada sobre o filme, pode dar uma olhada no site [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coletivas são legais. Nelas é que se pode debater a respeito da produção de um filme, aproveitando pra entender como se faz cinema, falar sobre políticas públicas, e mais um monte de assuntos que surgem, e talvez até nem devessem surgir. Pra quem não sabe nada sobre o filme, pode dar uma olhada no<a href="http://www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br/"> site oficial</a> ou no <a href="http://www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br/blogjoao/">blog de João Estrella</a>, o personagem que vivenciou a trama na escala do real.Em poucas palavras, o filme conta a história do carioca João Estrella e seu envolvimento com o consumo/revenda de &#8217;substâncias ilícitas&#8217;. Isso no Rio-de-Janeiro-da-década-de-oitenta, que quer queiram muitos, quer não queiram outros tantos, foi o lugar e o período do surgimento de inúmeras bandas brasileiras posteriormente consagradas. Aliás, segundo <a href="http://www.flickr.com/photos/istonaoestaacontecendo/2103810111/">Selton Mello</a>, João é um músico que desviou-se do caminho, mas  conseguiu reencontrá-lo.</p>
<p>A entrevista começa com equipe reduzida: Cléo Pires acabou participando apenas da <a href="http://www.flickr.com/photos/istonaoestaacontecendo/2103808573/">sessão de fotos</a> , saindo mais cedo devido à intensa rotina que tem envolvido o lançamento do filme (parece que a equipe esteve em São Paulo ontem).</p>
<p>Selton é simpático, brinca com todo mundo, mas parece tímido &#8211; ou cansado &#8211; a ponto de me deixar sem graça na hora de mirar a maquininha de retratos. Bom, mas ele deve saber como lidar com isso e vai falando enquanto alguns fotografam: de acordo com o que ele conta, seu envolvimento com a produção ultrapassou muito a relação de &#8216;ator&#8217; e ele opiniou em alguns testes de elenco, sugeriu nomes e indicou o diretor. Mas deve ser fácil confiar na experência de Selton tanto quanto ele parece gostar de misturar-se no filme &#8216;até os ossos&#8217;, com perdão da hiperbóle. Ele aproveitou também pra confirmar sua estréia na direção, num filme chamado &#8220;Feliz Natal&#8221; e cujo protagnista será Leonardo Medeiros, que esteve bem <a href="http://istonaoestaacontecendo.blogspot.com/2007/10/corpo-2007.html">na última vez que o vi.</a></p>
<p>Não, não! Dessa vez Selton disse que não atua.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Sobre um momento da produção que ele destacaria, cita a cena do julgamento, para qual solicitou uns minutos a sós com João, ouvindo atentamente o relato daquela situação. Ao gravar a cena, o ator disse não ter seguindo roteiro algum e sim se esforçado para relembrar a forma como João descreveu o momento, suas palavras, a emoção de estar diante de sua mãe, e o fato de ter acabado por transformar aquilo numa possibilidade de auto-reflexão sobre suas ações, e a cena acabou sendo gravada num take só. Ele enfatiza a força dramática dessa cena sinalizando-a como uma das mais importantes em sua carreira.</p>
<p> João Estrella também fala de importâncias: diz quão cansativo foi reviver essas emoções, fosse no set ou na primeira exibição pública do filme na qual ele esteve presente. Emocionar-se de novo e mais uma vez.</p>
<p>As pessoas atrapalham a coisa toda levantando questões contundentes, como perguntando pro Selton se ele estava&#8217;gordinho mesmo&#8217; ou era só impressão ou ainda buscando comparações entre &#8220;Meu Nome&#8230;&#8221; e &#8220;Tropa de Elite&#8221;</p>
<p>A mensagem que os dois deixam pro final é clara e simples: Assitam cinema nacional!</p>
<p>Acho que é uma boa dica&#8230;</p>
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		<title>Na coletiva de &quot;Meu Nome Não é Johnny&quot;</title>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Coletivas são legais. Nelas é que se pode debater a respeito da produção de um filme, aproveitando pra entender como se faz cinema, falar sobre políticas públicas, e mais um monte de assuntos que surgem, e talvez até nem devessem surgir. Pra quem não sabe nada sobre o filme, pode dar uma olhada no<a href="http://www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br/"> site oficial</a> ou no <a href="http://www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br/blogjoao/">blog de João Estrella</a>, o personagem que vivenciou a trama na escala do real.Em poucas palavras, o filme conta a história do carioca João Estrella e seu envolvimento com o consumo/revenda de &#8217;substâncias ilícitas&#8217;. Isso no Rio-de-Janeiro-da-década-de-oitenta, que quer queiram muitos, quer não queiram outros tantos, foi o lugar e o período do surgimento de inúmeras bandas brasileiras posteriormente consagradas. Aliás, segundo <a href="http://www.flickr.com/photos/istonaoestaacontecendo/2103810111/">Selton Mello</a>, João é um músico que desviou-se do caminho, mas  conseguiu reencontrá-lo.</p>
<p>A entrevista começa com equipe reduzida: Cléo Pires acabou participando apenas da <a href="http://www.flickr.com/photos/istonaoestaacontecendo/2103808573/">sessão de fotos</a> , saindo mais cedo devido à intensa rotina que tem envolvido o lançamento do filme (parece que a equipe esteve em São Paulo ontem).</p>
<p>Selton é simpático, brinca com todo mundo, mas parece tímido &#8211; ou cansado &#8211; a ponto de me deixar sem graça na hora de mirar a maquininha de retratos. Bom, mas ele deve saber como lidar com isso e vai falando enquanto alguns fotografam: de acordo com o que ele conta, seu envolvimento com a produção ultrapassou muito a relação de &#8216;ator&#8217; e ele opiniou em alguns testes de elenco, sugeriu nomes e indicou o diretor. Mas deve ser fácil confiar na experência de Selton tanto quanto ele parece gostar de misturar-se no filme &#8216;até os ossos&#8217;, com perdão da hiperbóle. Ele aproveitou também pra confirmar sua estréia na direção, num filme chamado &#8220;Feliz Natal&#8221; e cujo protagnista será Leonardo Medeiros, que esteve bem <a href="http://istonaoestaacontecendo.blogspot.com/2007/10/corpo-2007.html">na última vez que o vi.</a></p>
<p>Não, não! Dessa vez Selton disse que não atua.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Sobre um momento da produção que ele destacaria, cita a cena do julgamento, para qual solicitou uns minutos a sós com João, ouvindo atentamente o relato daquela situação. Ao gravar a cena, o ator disse não ter seguindo roteiro algum e sim se esforçado para relembrar a forma como João descreveu o momento, suas palavras, a emoção de estar diante de sua mãe, e o fato de ter acabado por transformar aquilo numa possibilidade de auto-reflexão sobre suas ações, e a cena acabou sendo gravada num take só. Ele enfatiza a força dramática dessa cena sinalizando-a como uma das mais importantes em sua carreira.</p>
<p> João Estrella também fala de importâncias: diz quão cansativo foi reviver essas emoções, fosse no set ou na primeira exibição pública do filme na qual ele esteve presente. Emocionar-se de novo e mais uma vez.</p>
<p>As pessoas atrapalham a coisa toda levantando questões contundentes, como perguntando pro Selton se ele estava&#8217;gordinho mesmo&#8217; ou era só impressão ou ainda buscando comparações entre &#8220;Meu Nome&#8230;&#8221; e &#8220;Tropa de Elite&#8221;</p>
<p>A mensagem que os dois deixam pro final é clara e simples: Assitam cinema nacional!</p>
<p>Acho que é uma boa dica&#8230;</p>
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