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	<title>cineorly &#187; é tudo verdade</title>
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	<description>na periferia da cinelândia</description>
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		<title>Um caminho para o Cineorly</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 22:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esses dias finalmente entendi qual a verdadeira vontade que se expressa através desse bloguinho, que é menos escrever críticas cinematográficas do que ser um caderno de anotações sobre o cinema em suas várias possibilidades, seguindo a linha de algumas leituras, a experiência em festivais (vide o É Tudo Verdade que começa nesta quinta, 26/03, aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias finalmente entendi qual a verdadeira vontade que se expressa através desse bloguinho, que é menos escrever críticas cinematográficas do que ser um caderno de anotações sobre o cinema em suas várias possibilidades, seguindo a linha de algumas leituras, a experiência em festivais (vide o <a title="É Tudo Verdade 2009" href="http://www.etudoverdade.com.br/2009/home.asp?lng=" target="_blank">É Tudo Verdade</a> que começa <a title="Programação É Tudo Verdade, Rio" href="http://www.etudoverdade.com.br/2009/programacao/salas.asp?lng=#rio" target="_blank">nesta quinta, 26/03, aqui no Rio</a>) e uma pequena &#8211; mas feliz &#8211; vivência com o fazer cinema.</p>
<p>A partir de agora, além de postar os já costumeiros textos escritos para o <a href="http://www.cineplayers.com/" target="_blank">Cine Players</a>, o Cineorly vai ser espaço para salvar algumas idéias e trechos de leituras que me ajudaram ou vem me ajudando na construção de um olhar crítico em formação.</p>
<p>Aqui os links pros últimos textos postados: <a href="http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1541" target="_blank">O Casamento de Rachel</a> e <a href="http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1565" target="_blank">Pagando Bem, Que Mal Tem?</a> (ou <a href="http://www.imdb.com/title/tt1007028/" target="_blank">Zack And Miri Make a Porno</a>)</p>
<p>E é isso aí pessoal!</p>
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		<title>Diário: É Tudo Verdade &#8211; última parte</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 20:21:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mostra Competitiva – Longas:
Cosmonauta Polyakov (Cosmonaut Polyakov. Dana Ranga, 2007)
Polyakov é um russo e foi o homem que mais tempo passou ao redor da terra. Grande conhecedor das minúcias da vida no espaço, o filme é uma entrevista didática em que ele nos conta e mostra o lado bom e ruim de ser astronauta. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b>Mostra Competitiva – Longas:</b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b>Cosmonauta Polyakov (Cosmonaut Polyakov. Dana Ranga, 2007)</b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Polyakov é um russo e foi o homem que mais tempo passou ao redor da terra. Grande conhecedor das minúcias da vida no espaço, o filme é uma entrevista didática em que ele nos conta e mostra o lado bom e ruim de ser astronauta. O processo probatório, o dia-a-dia no espaço, as conseqüências da falta de gravidade e radiação para o corpo humano, a experiência de comunhão com os outros tripulantes, vivendo em conjunto por tanto tempo, e sua família em terra, são tópicos do documentário. Com uma inocência infantil, Polyakov se emociona quando lembra que estar no espaço foi uma das mais felizes coisas que realizou durante a vida. Um pequeno diferencial no curso normal dos documentários é que durante a entrevista, víamos também uma sessão de fotos com o astronauta russo, e posteriormente algumas manipulações dessas imagens.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Vivendo hoje de treinar e estudar as possibilidades de viagens tripuladas à superfície de Marte, ele revela que existem homens que nascem para exercer esse papel maior e anularem-se em prol de algo mais valioso no curso da história das sociedades. Pelo menos Polyakov pode dizer que cumpriu seu papel.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b> </b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b>Mostra Restrospectiva do Documentário Experimental Brasileiro:</b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b>Semi-Ótica (Antonio Manuel, 1973)</b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Utilizando fotos de crimes e de alguns homens comuns, o documentarista cria uma pequena ficha que propõe novas identidades aos fotografados, inserindo-os em novos contextos sociais que não os deles, inclusive alterando a catalogação da cor de suas peles, ou mesmo o sexo. Numa referência clara à temática levantada por Hélio Oiticica – Seja Marginal, Seja Herói – em que deu status de arte à foto do corpo morto do conhecido bandido da década de 1960, Cara de Cavalo, Antonio Manuel procura reavivar esta idéia, retirando da marginalidade alguns personagens desconhecidos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b> </b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b>Juvenília (Paulo Sacramento, 1994)</b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Produzido com apoio da ECA-USP esse documentário que mais parece um curta-metragem de ficção, mostra através de fotos estáticas um grupo de jovens se divertindo enquanto torturam um vira-latas. Usando vários tipos de apetrechos como pás, marretas e pedras, a ação dos jovens causou certo desconforto à moça que estava ao meu lado, que preferiu virar o rosto durante os 7 minutos de duração do curta.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Utilizando a música para enfatizar a ação, uma curiosidade sobre o filme é a atuação de Soninha, a ex-vj da MTV e hoje deputada (?) pela cidade de São Paulo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b> </b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b>Chapeleiros (Adrian Cooper, 1983)</b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Mostrando a ação de um dia numa fábrica de chapéus, o que vemos é todo o processo produtivo na confecção do produto, os movimentos repetidos, as diferentes funções e a variação das pessoas que compõem os trabalhadores da fábrica: adolescentes, donas-de-casa, rapazes com jeito de galã, senhores e senhoras de idade que durante o processo se igualam pelo trabalho e se individualizam apenas no final do dia, quando deixam a fábrica e voltam a seus cotidianos e referências singulares.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Interessante é que o cineasta enfatiza, durante a saída, que alguns trabalhadores usam chapéus. De onde terão vindo eles, os chapéus?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b>Vera Cruz (Rosangêla Rennó, 2000)</b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Numa tela quase branca alguns traços que se movimentam ao ritmo do mar, cujo som escutamos e que varia de acordo com a tonalidade da tela, dando idéia de claro-escuro. Assim é que lemos os possíveis diálogos que envolveram a chegada das naus de Cabral às terras brasileiras. O primeiro contato com os índios; as trocas; a primeira missa; o espanto com os corpos nus e as tentativas de misturarem-se e conhecerem melhor uns aos outros são o teor dos diálogos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Uma nova forma de tratar o conhecido texto da carta de Pero Vaz de Caminha, excluindo a dramatização – em geral, tão cafona – do encontro entre portugueses e índios. O documentário apenas sugere aquilo que nunca poderá voltar a ser reproduzido com exatidão: a imensidão do novo. Para ambos os lados desse diálogo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Com esse último post me despeço do É Tudo Verdade, que continua até domingo aqui no Rio de Janeiro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Outro dia posto sobre os vencedores das mostras competitivas.</p>
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		<title>Diário: É Tudo Verdade, parte IV</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 19:17:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[documentários]]></category>
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		<description><![CDATA[A primeira vaia ao vivo na sala escura:
Pela primeira vez participei de uma sessão de cinema em que as pessoas vaiaram uma exibição. O filme realmente é&#8230; como definí-lo? De difícil deglutição. É, digamos assim.
O filme foi Le Hasard, talvez experimental demais&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira vaia ao vivo na sala escura:</p>
<p>Pela primeira vez participei de uma sessão de cinema em que as pessoas vaiaram uma exibição. O filme realmente é&#8230; como definí-lo? De difícil deglutição. É, digamos assim.</p>
<p>O filme foi <a href="http://www.itsalltrue.com.br/2008/busca/detalhes.asp?id=7182&amp;lng=">Le Hasard</a>, talvez experimental demais&#8230;</p>
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		<title>Diário: É Tudo Verdade, parte II</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 04:58:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[são paulo: sinfonia da metrópole]]></category>
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		<description><![CDATA[Na mostra Retrospectiva do Documentário Experimental Brasileiro um dos destaques era São Paulo, Sinfonia da Metrópole, produzido em 1929, uma das raridades da Cinemateca Brasileira. Os curadores tiveram o cuidado de pôr Wholes de A.S. Cecílio Neto, documentário de 1991, como seu par. E se o segundo não é bem um complemento do primeiro, também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:verdana;"><span style="font-size:x-small;">Na mostra <span>Retrospectiva do Documentário Experimental Brasileiro</span> um dos destaques era <span>São Paulo, Sinfonia da Metrópole</span>, produzido em 1929, uma das raridades da Cinemateca Brasileira. Os curadores tiveram o cuidado de pôr <span>Wholes</span> de A.S. Cecílio Neto, documentário de 1991, como seu par. E se o segundo não é bem um complemento do primeiro, também não podemos descartar as suas afinidades.</span></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;"><span style="font-size:x-small;">Ambos tratam a cidade de São Paulo como personagem, e em certa medida como um organismo vivo, tentando assim mostrá-la através da humanização. E isso é mais facilmente perceptível em Sinfonia da Metrópole, filme mudo que traça a trajetória de &#8216;modernização&#8217; de São Paulo usando um artifício intressante: vemos a sinfonia sendo montada aos poucos, acompanhando o ritmo da cidade desde seu despertar, até sua volta à quietude e tranquilidade no início da noite, sendo desta forma possível captar um ciclo inteiro deste organismo cujas engrenagens (termo muito apreciado pelos artistas da década de 1920, quando qualquer menção à máquinas era sinônimo de modernidade) trabalhavam em um ritmo comum e conjunto, contribuindo assim para sua evolução.<br />
</span></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;"><span style="font-size:x-small;">É bom dizer que a dupla de produtores húngara, Adalberto Kemeny e Rudolf Rex Lustig, donos da produtora Rex Filme, foram nomes importantes para o surgimento da Vera Cruz devido a seus conhecimentos sobre revelação de filmes cinematográficos e fotografia, conhecimentos estes extremamente necessários a criação de uma indústria nacional de cinema. Inspirados no filme <span>Berlim, Sinfonia de uma Metrópole</span> (de Walter Rutmann, 1927) os cineastas fizeram deste que mais parecia (e deve ter sido) uma peça publicitária encomendada pelo governo da cidade num filme experimental, que com fotografia e trucagens modernas à beça surpreende pela qualidade e ousadia do registro, e que por isso mesmo é considerado um clássico do documentarismo nacional. Em alguns momentos me lembrou muito o <span>Metropolis</span> de Fritz Lang, com suas transições entre mecanismos de relógios e a atividade da cidade, com suas fábricas e efervercência citadina. Ou quando mostra uma paisagem urbana em que numa montagem, aviões de brinquedo voam pelo céu para ressaltar o tamanho do progresso que existia ali.</span></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;"><span style="font-size:x-small;">Já Wholes, o outro filme, segue esse mesmo caminho, o de transpôr o próprio título do festival onde É Tudo Verdade e brinca com o gênero, levando para o formato uma crítica lúdica sobre a cidade de São Paulo que em 1991 já está cansada do título de uma das maiores cidades do planeta &#8211; que como diz a narradora, não sei a sexta ou a sétima, mas sei que grande &#8211; e com problemas bem sérios para se resolver, como a desigualdade social, a educação infantil pautada pela programação da tv e os vários buracos e inexistências que preenchem o vazio da metrópole.<br />
No final Wholes nos deixa uma boa dúvida: será que São Paulo existe? Será que as metrópoles existem?<br />
</span></span></p>
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		<title>Diário: É Tudo Verdade</title>
		<link>http://cineorly.info/2008/04/o-dia-no-e-tudo-verdade/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 04:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[críticas]]></category>
		<category><![CDATA[bressane]]></category>
		<category><![CDATA[china hoje]]></category>
		<category><![CDATA[documentário experimental brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[é tudo verdade]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Mostra Retrospectiva do Documentário Experimental Brasileiro
Cinema Inocente (Júlio Bressane, 1980): 
Um documentário cujo elemento fundamental é a montagem, em que Júlio Bressane sai a procurar de Radar, montador de uma centena de pornochanchadas e figura por demais simpática. Aproveitando o fato de ter sido chamado pelo entrevistado de Pedrinho e cineclubista, Bressane parece convencer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b> </b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b>Mostra Retrospectiva do Documentário Experimental Brasileiro</b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b>Cinema Inocente (Júlio Bressane, 1980): </b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Um documentário cujo elemento fundamental é a montagem, em que Júlio Bressane sai a procurar de Radar, montador de uma centena de pornochanchadas e figura por demais simpática. Aproveitando o fato de ter sido chamado pelo entrevistado de Pedrinho e cineclubista, Bressane parece convencer o montador a uma jogada lúdica, a possibilidade de ser o ator dessa vez, sendo ele mesmo. E a partir daí vemos várias situações cujas correlações são a montagem e a ‘desestigmação’ do cinema, no sentido de que tudo gira em torno dos clichês e dos ícones maiores da sétima arte: entre uma cena e outra, a intercalação de clássicos do nascimento do cinema – quando o simples registro do cotidiano era o principal tema -, e cenas de pornochanchadas, além de muitos devaneios; folheamos um exemplar inteiro de Cahiers du Cinéma, assim como vemos Bressane entrevistar um pseudo cineasta francês, amigo de Radar, tudo isso baseado no mote do filme: <b>cinema inocente</b> é aquele que é feito sem a consciência do que é cinema.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Sabe que no final das contas eu cheguei mesmo a duvidar que Radar se chame Radar e saiba montar um filme?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">(Se não fosse pelo Bergman, elegeria este o melhor filme do dia)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b>Mostra Competitiva &#8211; Longas</b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b>Subindo o Rio Amarelo (Up the Yangtze. Yung Chang, 2007):</b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Um documentário que se ocupa em mostrar uma das faces do novo capitalismo criado pela China, cujos impactos da criação de uma das maiores hidrelétricas do mundo, a Três Gargantas, é sentido pelo homem comum. Uma das cenas mais impactantes inclusive é a de homem, que como todos os 4 milhões de relocados devido a criação da barragem, não consegue esconder a própria emoção ao dizer que é muito difícil o cotidiano de um homem comum na China hoje, deixando de lado a costumeira contenção de sentimentos ligada aos orientais. O que significa dizer que sua dor deve ser realmente forte.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Através da história de uma família pobre, cujo maior benefício é o fato de morar nas margens do Rio Amarelo, aproveitando a fertilidade do solo para plantar a própria comida, vemos a dura realidade da transição forçada por condicionadores econômicos e o esfacelamento dos sonhos de uma jovem que preferia continuar seus estudos a ter que aceitar o trabalho num dos muitos transatlânticos que cruzam o rio, cheio de turistas em busca de conhecer uma China antiga que já não existe mais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Todo o processo incluindo a ocidentalização do próprio nome, além da necessidade desse trabalho para que sua família possa sair da margem do Rio Amarelo é sofrida. E o interessante é conseguir perceber o que os cidadãos comuns também devem ter sentido na transformação – por exemplo – da cidade de São Paulo naquela cidade moderna que vi ontem em Sinfonia da Metrópole&#8230;</p>
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