Avatar, Ilha do Medo, Preminger e Rohmer
Avatar não é mais o filme do momento, ainda que James Cameron tenha vindo ao Brasil para lançá-lo em dvd. Depois de tantas e tantas opiniões sobre os diabinhos verde-porcaria, que como todo mundo sabe, na verdade são azuis (o que me levou a pensar que talvez o Zé Mojica seja daltônico) não tive vontade alguma de dizer algo a respeito deles. Até porque, tudo que me chamou atenção na história do Jakesulkly descobrindo Pandora tinha uma conotação bem pessoal, ligada a minha early life amazônida.
Hoje descobri esse texto da Marina Silva sobre Avatar, e mesmo que minha vida não tenha sido tão campônia quanto a de Marina, já que minha juventude foi tão urbana quanto a Belém dos anos 80 e 90 pudesse ser, nossas emoções e compreensões sobre o filme convergiram em muitos pontos. Recomendo.
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Teve também estréia nacional do novo Scorsese, Ilha do Medo. Os meninos do Multiplot (que estão com um especial bacanudo sobre Anthony Mann) falaram e falaram na intenção de me convencer a rever Ilha do Medo e reconhecer quão incrível ele é, para, depois de beijar os pés de Scorsese ser aceita na gangue deles. Mas ó meninada, não vai dar não! Vou mesmo é me filiar à Heloisa Lupinacci e dizer que Ilha do Medo é ruim. Espero que nossa broderzagem não seja comprometida por uma besteirada dessas, hein gaúchada?
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Outra coisa que vale nota: acabei de assistir Bom dia, Tristeza do Otto Preminger, e foi o primeiro dele em que eu realmente entendi que o cara é um ótimo contador de histórias. Coisa que também achei a respeito do Eric Rohmer, cujo cinema conheci há uns dias atrás com Contos de Inverno e Contos de Primavera.
Falando ainda em Preminger, não sei se é a presença de Jean Seberg ou a sugestão dada pelo Lazo, mas vi ali muita coisa de Godard…







