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	<title>cineorly &#187; karim ainouz</title>
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	<description>na periferia da cinelândia</description>
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		<title>Festival do Rio 2009, post 2</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 15:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[festival do rio 09]]></category>
		<category><![CDATA[karim ainouz]]></category>
		<category><![CDATA[marcelo gomes]]></category>
		<category><![CDATA[viajo porque preciso]]></category>
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		<description><![CDATA[Em Viajo porque preciso, volto porque te amo &#8211; de Karim Ainouz e Marcelo Gomes &#8211;  um geólogo vai nos contando sua viagem de trabalho como num diário. Pensamentos sobre amor, saudade, trabalho, pessoas que ele vai encontrando pelo caminho se misturam a fotografias e alguns trechos em super 8. Resolvi então transcrever aqui as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em <a href="http://www.cineplayers.com/filme.php?id=7238" target="_blank">Viajo porque preciso, volto porque te amo</a> &#8211; de Karim Ainouz e Marcelo Gomes &#8211;  um geólogo vai nos contando sua viagem de trabalho como num diário. Pensamentos sobre amor, saudade, trabalho, pessoas que ele vai encontrando pelo caminho se misturam a fotografias e alguns trechos em super 8. Resolvi então transcrever aqui as anotações que fiz sobre o filme no caderninho que levo comigo durante o festival, que é como um diário também. Minhas anotações, diferentes das do geólogo, são pra não me confundir e misturar filmes.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><strong>Viajo porque preciso, volto porque te amo</strong></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O filme como o diário de viagem de um geólogo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">As músicas que ele escuta durante a viaem são bem populares, tipo Peninha. Ele não cansa das frases de amor pra uma tal galega.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O título vem de um cartaz num banheiro de beira de estrada que ele diz ter achado meio hippie.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Alguns trechos em super 8. Parece até diário de viagem de um antropólogo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Estrada, estrada, estrada. Alguns trechos super 8.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Divagações sobre o amor, os objetos de trabalho e os moradores locais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Todo um idioma técnico sobre formações de pedras, pesquisa de campo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Muitas cenas sobre o cotidiano arrastado do interior do nordeste. Arrastado porque parece que caminha devagar. Monotonia de olhar a estrada.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“Um por do sol romântico”: uma carta de amor narrada.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Uma procissão atravessa o diário.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Será um estudo do Ainouz e do Gomes sobre as cores e a vida no nordeste? Tem muita gente saindo da sala. Lembrei bastante do Céu de Suely.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Bonita frase: “tomar nota das fraturas geológicas: a repetição confirma a monotonia da paisagem”. Tudo é monotonia na paisagem humana que ele descreve.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No roteiro dizem que a galega dele é botânica pra que o universo feminino fique representado pelas flores, enquanto o homem-narrador é um geólogo que só entende de pedras?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No quarto em Caruaru borraram a imagem pra salvar as cores?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ele cai na real de que levou um pé na bunda e não tem ninguém pra quem escrever uma carta. “Gotas de orvalho em flores de plástico”: findou-se o amor.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A imagem da mulher aparando com a tesoura umas flores de tecido. Cada pessoa fazendo suas coisas sem desconfiar de como aquilo é especial. Adorei o jeito como ela pega na tesoura e joga as sobras do tecido fora. As unhas pintadas há muito tempo, o esmalte velho.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A trilha sonora de clássicos bregas populares. Sempre que as músicas chegam no refrão são cortadas. Se não fosse assim, acho que o cinema inteiro cantaria. Tipo catarse.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Pensei agora que já vi uns três filmes nesse festival que falam da “falta que nos move”. Esse também é assim.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Fotografias, entrevistas, meio documentário.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Que cena bonita: um casal dançando no salão com um bebezinho pequeno entre eles. Depois um plano médio com a mãe mostrando o bebê pra gente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Cinema é um negócio que fala de que? Qu’est-ce que le cinema? Do que é que eles estão falando nesse filme?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Sentei no chão da escada de onde vejo a tela um pedacinho cortada. Agora o sapateiro canta o que parece uma música do Nelson Gonçalves e foi divertido ver da minha perspectiva: o senhor sapateiro cantando e dividindo meu ângulo de visão com aquele lustre pomposo do Odeon.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O monumento com a frase “homenagem do povo do século XIX ao povo do século XX”. Genial.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 41px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Acabou a exibição.A metáfora pra mergulhar na vida podia ser menos óbvia. O que fica é que vou pintar numa camiseta a frase: “Eu quero uma vida-lazer”. Tsc, que nada! Alguém vai fazer isso antes de mim, com certeza.</div>
<p>O filme como o diário de viagem de um geólogo.</p>
<p>As músicas que ele escuta durante a viagem são bem populares, tipo Peninha. Ele não cansa das frases de amor pra uma tal galega.</p>
<p>O título vem de um cartaz num banheiro de beira de estrada que ele diz ter achado meio hippie.</p>
<p>Alguns trechos em super 8. Parece até diário de viagem de um antropólogo.</p>
<p>Estrada, estrada, estrada. Alguns trechos super 8.</p>
<p>Divagações sobre o amor, os objetos de trabalho e os moradores locais.</p>
<p>Todo um idioma técnico sobre formações de pedras, pesquisa de campo.</p>
<p>Muitas cenas sobre o cotidiano arrastado do interior do nordeste. Arrastado porque parece que caminha devagar. Monotonia de olhar a estrada.</p>
<p>“Um por do sol romântico”: uma carta de amor narrada.</p>
<p>Uma procissão atravessa o diário.</p>
<p>Será um estudo do Ainouz e do Gomes sobre as cores e a vida no nordeste?. Lembrei bastante do Céu de Suely.</p>
<p>Tem muita gente saindo da sala.</p>
<p>Bonita frase: “tomar nota das fraturas geológicas: a repetição confirma a monotonia da paisagem”. Tudo é monotonia na paisagem humana que ele descreve.</p>
<p>No roteiro dizem que a galega dele é botânica pra que o universo feminino fique representado pelas flores, enquanto o homem-narrador é um geólogo que só entende de pedras?</p>
<p>No quarto em Caruaru borraram a imagem pra salvar as cores?</p>
<p>Ele cai na real de que levou um pé na bunda e não tem ninguém pra quem escrever uma carta. “Gotas de orvalho em flores de plástico”: findou-se o amor.</p>
<p>A imagem da mulher aparando com a tesoura umas flores de tecido. Cada pessoa fazendo suas coisas sem desconfiar de como aquilo é especial. Adorei o jeito como ela pega na tesoura e joga as sobras do tecido fora. As unhas pintadas há muito tempo, o esmalte velho.</p>
<p>A trilha sonora de clássicos bregas populares. Sempre que as músicas chegam no refrão são cortadas. Se não fosse assim, acho que o cinema inteiro cantaria. Tipo catarse.</p>
<p>Pensei agora que já vi uns três filmes nesse festival que falam da “falta que nos move”. Esse também é assim.</p>
<p>Fotografias, entrevistas, meio documentário.</p>
<p>Que cena bonita: um casal dançando no salão com um bebezinho pequeno entre eles. Depois um plano médio com a mãe mostrando o bebê pra gente.</p>
<p>Cinema é um negócio que fala de que? Qu’est-ce que le cinema? Do que é que eles estão falando nesse filme?</p>
<p>Sentei numa das escadas do balcão de onde vejo a tela um pedacinho cortada. Agora o sapateiro canta o que parece uma música do Nelson Gonçalves e foi divertido ver da minha perspectiva: o senhor sapateiro cantando e dividindo meu ângulo de visão com aquele lustre pomposo do Odeon.</p>
<p>O monumento com a frase “homenagem do povo do século XIX ao povo do século XX”. Genial.</p>
<p>Acabou a exibição. A metáfora pra mergulhar na vida podia ter sido menos óbvia. O que fica é que vou pintar numa camiseta a frase: “Eu quero uma vida-lazer”. Tsc, que nada! Alguém vai fazer isso antes de mim, com certeza.</p>
<div><img class="alignnone size-medium wp-image-750" title="09247528" src="http://cineorly.info/wp-content/uploads/2009/09/09247528-300x195.jpg" alt="09247528" width="270" height="176" /></div>
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