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	<title>cineorly &#187; língua</title>
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	<description>na periferia da cinelândia</description>
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		<title>budapeste/saudade</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 04:44:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversas]]></category>
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		<description><![CDATA[ 
assisti budapeste. 
não li budapeste.
gosto do chico.
gosto mais ainda do pai dele.
mas voltando à budapeste (o filme, não a cidade), a cena que mais emocionou foi a do telefonema pra casa.
ele diz &#8217;saudade&#8217; e ninguém responde, apenas o eco.
o eco o faz ter saudade da palavra &#8217;saudade&#8217; e tantas outras que ele aleatoriamente sai falando a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">assisti budapeste. </div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">não li budapeste.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">gosto do chico.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">gosto mais ainda do pai dele.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">mas voltando à budapeste (o filme, não a cidade), a cena que mais emocionou foi a do telefonema pra casa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">ele diz &#8217;saudade&#8217; e ninguém responde, apenas o eco.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">o eco o faz ter saudade da palavra &#8217;saudade&#8217; e tantas outras que ele aleatoriamente sai falando a esmo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">lembro então da amiga húngara e dos esforços que ela faz pra &#8216;comer&#8217; um pouquinho de húngaro falado em raras sessões de cinema ou no encontro com outros húngaros que provavelmente ela não conheceria se estivesse em budapeste.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">tudo pela fome de húngaro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">tudo pela fome de casa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">liguei pra casa no final de semana e simplesmente não entendi minha irmã.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">o acento das palavras que vinham dela era distante, indecifrável, quase irreconhecível.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">fiquei com fome de casa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">com medo de não&#8230; não. come medo de nada. com fome, só isso.</div>
<p>assisti budapeste. </p>
<p>não li budapeste.</p>
<p>gosto do chico.</p>
<p>gosto mais ainda do pai dele.</p>
<p>mas voltando à budapeste (o filme, não a cidade), a cena que mais emocionou foi a do telefonema pra casa.</p>
<p>ele diz &#8217;saudade&#8217; e ninguém responde, apenas o eco.</p>
<p>o eco o faz ter saudade da palavra &#8217;saudade&#8217; e de tantas outras que ele sai falando a esmo.</p>
<p>lembro então da amiga húngara e dos esforços que ela faz pra &#8216;comer&#8217; um pouquinho de húngaro falado em raras sessões de cinema ou no encontro com outros húngaros que provavelmente ela não conheceria se estivesse em budapeste.</p>
<p>tudo pela fome de húngaro.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>liguei pra casa no final de semana e não entendi minha irmã.</p>
<p>o acento nas palavras que vinham dela era distante, indecifrável, quase irreconhecível.</p>
<p>fiquei com fome de casa.</p>
<p>com medo de não&#8230; não. com medo de nada. </p>
<p>com fome, só isso.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>interessante:</p>
<p>ontem fui rapidamente entrevistada sobre como é ser migrante.</p>
<p>respondi sem vontade.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>ver budapeste me fez ter vontade de escrever.</p>
<p>me fez ter saudade de ter saudade.</p>
<p>kriska, a amante húngara de costa diz no primeiro encontro entre os dois: vou te dar a minha língua.</p>
<p>a língua e a saudade de ter saudade (e isso já não foi ela quem disse)</p>
<p>&#8230;</p>
<p>pra terminar, uma observação esdrúxula: um dos meus sobrenomes é costa. </p>
<p>e costa é também o personagem de budapeste que escrevia romances que eram assinados por outros.</p>
<p>e só se aventurando em língua estrangeira costa descobriu que poderia escrever por e para si mesmo.</p>
<p>e eu ficaria feliz em não ter que repetir o que eu disse.</p>
<p>ou de não ter que esconder meu nome num apelido porque você (um você genérico, entenda!) sempre me pede pra repetí-lo porque não entende o que eu digo.</p>
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