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	<title>cineorly &#187; lirinha</title>
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	<description>na periferia da cinelândia</description>
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		<title>Tem dias que a noite é boa: 3namassa tem cinema/sedução na veia.</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 17:26:43 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro da programação do <a title="HPP/09" href="http://2009.humaitaprapeixe.com.br/index.php" target="_blank">Festival Humaitá Pra Peixe</a> que rola aqui no Rio há 15 anos botando na mesa uma série de bandas que merecem ser conhecidas e degustadas, ontem rolou a noite de estréia da versão 2009 com show do <a title="myspace 3namssa" href="http://www.myspace.com/3namassa" target="_blank">3namassa</a>, projeto que mistura Pupilo e Dengue (respectivamente baterista e baixista do <a title="myspace da Nação" href="http://www.myspace.com/nacaozumbi" target="_blank">Nação Zumbi</a>) e Rica Amabis (MPC e teclados, e do coletivo Instituto). O primeiro álbum dos caras &#8211; Na Confraria das Sedutoras &#8211; me conquistou pela proposta bonita: chamar uma série de compositores “novos” (<a href="http://www.myspace.com/rodrigoamarante" target="_blank">Rodrigo Amarante</a>, <a href="http://www.myspace.com/chinaina" target="_blank">China</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Paes_de_Lira" target="_blank">Lirinha</a>, pra citar alguns) pra escreverem letras sob a ótica feminina, com um toque Serge Gainsbourg, e convidar várias garotas legais pra interpretá-las. Entre elas, Thalma de Oliveira, Céu e Pitty (cantoras que já trazem boa bagagem no circuito musical) além de abrir espaço pra que novas garotas legais sejam conhecidas, como Karine Carvalho e Lurdez da Luz do Mamelo Soundsystem. Colocando ainda Alice Braga, Simone Spoladore e Leandra Leal para mostrarem outras facetas. E é por aqui que o projeto, de alguma forma, faz uma ponte entre música e cinema. Tanto que o show ao vivo é intercalado com videoclipes e <a title="3namassa na Rolling Stones" href="http://www.rollingstone.com.br/edicoes/8/textos/78/" target="_blank">traz na concepção referências visuais ligadas também ao trabalho de gente como Carlos Zéfiro e Milo Manara</a>, cartunistas que travaram essa discussão sensual-instigante sobre a relação homem-mulher, que nem o Serge. É cinema, música, e erotismo delicado, tudo numa coisa só!</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-356" title="3-na-massa-01" src="http://cineorly.files.wordpress.com/2009/01/3-na-massa-01.jpg?w=300" alt="3-na-massa-01" width="240" height="240" /></p>
<p>Se o álbum já é uma delícia de ser escutado, o show transcorre na mesma vibe: é impossível não pegar carona no groove e querer dançar. Mesmo sentada lá na Sala Baden Powell, dei um jeito e balancei seguindo à cadência dos caras e das gurias. Thalma de Freitas deu aquele tom diva-do-vozeirão, Lourdes da Luz esbanjou atitude, Geanine Marques mostrou voz forte aliada à timidez, enquanto Karine Carvalho encheu de doçura o teatro e fechou o show com beleza que é aquela música chamada Tatuí. O resultado foi mágico: vários casais pegando carona no barquinho do amor e trocando beijinhos, que lindo!</p>
<p>Redundâncias à parte, não dá pra deixar passar em branco: a atmosfera musical montada pela bateria instintiva do Pupilo, o super-baixo do Dengue, as intervenções do Amabis e a guitarra do Júnior Boca levaram o público à um nível acima e – pelo menos pra mim – sair de lá pisando em algodão foi a recompensa mais massa do dia (sem trocadilhos, ok).</p>
<p>E pra ver como 3namassa pode ser cinema também:</p>
<p><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object width="270" height="225"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PDtUFAq2j2s&amp;rel=1&amp;color1=3a3a3a&amp;color2=999999&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0&amp;eurl" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/PDtUFAq2j2s&amp;rel=1&amp;color1=3a3a3a&amp;color2=999999&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0&amp;eurl" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="270" height="225" ></embed><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></p>
<p><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object width="270" height="225"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0rmhYJpfUdc&amp;rel=1&amp;color1=3a3a3a&amp;color2=999999&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0&amp;feature" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/0rmhYJpfUdc&amp;rel=1&amp;color1=3a3a3a&amp;color2=999999&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0&amp;feature" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="270" height="225" ></embed><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></p>
<p><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object width="270" height="225"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OmXyKJAArJI&amp;rel=1&amp;color1=3a3a3a&amp;color2=999999&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/OmXyKJAArJI&amp;rel=1&amp;color1=3a3a3a&amp;color2=999999&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="270" height="225" ></embed><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></p>
<p>O negócio é começar agitando uma <a title="Little Joy" href="http://www.myspace.com/littlejoymusic" target="_blank">felicidadezinha</a> e pensar no resto depois: ou seja,<a title="let's make love?" href="http://letsmakelove.org/" target="_blank"> Let’s Make Love </a>And Listen 3namassa, NOW!</p>
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		<title>Árido Movie, 2006</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 14:24:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[(um dos filmes mais divertidos que vi nesse ano de 2.007 da era ocidental-judaico-cristã)
O mais importante é o fator acochativo: um nordeste pop é possível!
Um road-movie no sertão nordestino! Não, não pense assim! O árido do movie existe sim. Tem nordeste por todo lado. Tem messianismo, drogas, sexo. E tem um final que compromete o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">(um dos filmes mais divertidos que vi nesse ano de 2.007 da era ocidental-judaico-cristã)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><em>O mais importante é o fator acochativo: um nordeste pop é possível!</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Um road-movie no sertão nordestino! Não, não pense assim! O árido do movie existe sim. Tem nordeste por todo lado. Tem messianismo, drogas, sexo. E tem um final que compromete o conjunto da obra. Mas tem o Selton Mello (que eu arriscaria colocar num patamar de <em>muso</em> do mais recente cinema nacional) com uma barriga nada invejável!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O que <strong>Lírio Ferreira</strong> (responsável também por <strong>Baile Perfumado</strong>, 1997) nos mostra é um filme que evoca o tempo/clima a todo momento, até mesmo na ocupação de seu desfocado personagem principal, o homem do tempo que é celebridade na cidade do interior pernambucano na qual nasceu. E no entanto o clima árido é só pretexto para um texto afinado e pop que se contrapõe ao discurso duro e conservador daqueles que resguardam a hierarquia e continuidade de uma família e de um povo clássico que sobreviveu as idas e vindas de uma história seca.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Vamos à sinopse: Jonas (Guilherme Weber) é o ‘homem do tempo’ de um telejornal veiculado em rede nacional. Ele vive mais um dia na vida quando recebe a notícia de que seu pai, Lázaro (numa participação sempre interessante de Paulo César Pereio), fora assassinado e que ele, Jonas, é esperado no velório, o que implica o retorno a sua cidade natal, um lugar perdido no meio do estado de Pernambuco ao qual ele aparentemente está desvinculado, pelo menos até aquele momento. Em sua viagem, Jonas é seguido de perto por um trio de amigos, Vera (Mariana Lima), Falcão (Gustavo Falcão) e Bob (Selton Mello) que não sabem bem o porquê, mas partem atrás do amigo com a idéia de lhe prestar apoio neste momento difícil; e também encontra Soledad (Giulia Gam) uma videomaker que vem pesquisando os diferentes discursos produzidos pelos nordestinos a respeito da água.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Ao chegar a seu destino, Jonas se vê pressionado por sua avó a assumir as responsabilidades pela família e ameaçado por dois tios postiços (Matheus Nachtergaele e Aramis Trindade) a abdicar de seus direitos e deixar que eles resolvam a questão do assassinato.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Agora um parêntese dedicado ao personagem de Guilherme Weber: quando nas cenas iniciais do filme, Jonas aparece em segundo plano, parecendo menos importante que o objetos que o cercam, inicialmente pensei que se tratasse de algum mistério reservado ao personagem. Mas no decorrer do filme a história de Jonas me pareceu mais pretexto do que história principal. E talvez seu desfocamento inicial tenha sido um sutil toque do diretor a esse respeito.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Penso que o filme quis mostrar que o nordeste é um reservatório de cultura pop a ser explorado e que além do universo sempre mostrado do sofrimento dos nordestinos, lá também existem índios que já nem teimam em reivindicar pra si o estatuto de primeiros habitantes, mas que se entristecem em serem tão poucos os que conhecem sua vasta cultura: pra quem deixar as receitas de chás? Que lá ainda persistem idéias mágicas ligadas ao messianismo e personagens como Meu Velho (muito bem interpretado por José Celso Martinez Corrêa), que se diz o primeiro homem a morar naquela região, aquele cuja tarefa designada por deus foi a de organizar o lugar para a habitação do homem e resguardar o seu segredo mais secreto de todos: a magia da água! E dentro ainda de questões míticas, como um lugar onde se consegue um dos melhores fumos do país. E penso que é nessa mistura de um universo mítico-religioso onde índios ainda sofrem preconceitos e oligarquias familiares antigas tendem a trocar o algodão pela maconha (muito mais rentável hoje em dia) que Lírio Ferreira propõe um nordeste diferente, com bailes regados a Renato e Seus Blue Caps que embalam jovens em busca de aventura e algum fumo. Uma mistura que coloca o nordeste não no passado, mas no presente.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Destaco algumas cenas, como a que o personagem de Selton Mello nos explica em detalhes como produzir um ‘baseado’; o depoimento de Meu Velho à Soledad; e o transe de Jonas. A força do filme que está mesmo nos personagens ditos secundários: Wedja (Suyane Moreira) a bela índia que é pivô do assassinato, de muitos ciúmes e algum desejo. Zé Dumont com o seu Zé Elétrico encarna com precisão alguém que conhece bem aquele lugar e que busca a adaptação a cada nova realidade que surge sem perder a sua essência. E o trio formado por Mariana Lima, Gustavo Falcão e Selton Mello que garantem os momentos mais divertidos do filme, com suas discussões irrelevantes, seus grandes silêncios, e sua euforia, tudo embalado por uma amizade que parece tão verdadeira quanto o sotaque de Mariana (e isso não é uma crítica ruim).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O que o Árido Movie nos fica devendo é um final menos confuso e mais elaborado, pois o mínimo que se espera depois de um filme como esse é um final condizente.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Bonita mesmo é a fotografia de Murilo Salles embalada por músicos como Otto e Junio Barreto, usados aí pra demonstrar e reiterar que o nordeste ainda existe e como todo ser vivo, é mutante e traz em sua essência o novo e o velho.</p>
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