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	<title>cineorly &#187; selton mello</title>
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		<title>Feliz Natal, 2008</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 02:04:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mostrando segurança e sensibilidade na direção, Selton Mello divide seu trabalho com os atores e em troca recebe ótimas atuações.
Se os filmes de estréia são o cartão de visitas, o documento no qual o diretor diz a que veio e mostra sua personalidade, qual é a importância da seqüência inicial nesse processo? Ela não só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1448" target="_blank"><em>Mostrando segurança e sensibilidade na direção, Selton Mello divide seu trabalho com os atores e em troca recebe ótimas atuações.</em></a></p>
<p>Se os filmes de estréia são o cartão de visitas, o documento no qual o diretor diz a que veio e mostra sua personalidade, qual é a importância da seqüência inicial nesse processo? Ela não só nos apresenta o diretor, mas a trama, os personagens, a fotografia, o clima que percorre aquele filme. Então deixo aqui uma dica sobre Feliz Natal, primeiro filme com Selton Mello na direção: não se atrase a ponto de perder as primeiras cenas, porque o diretor já se mostra ali. O filme começa sem que saibamos muita coisa, a não ser de um homem num ferro-velho, de uma espécie de alucinação e uma despedida. Não se sabe quem nem aonde se vai. Mas vamos com ele e chegamos a uma festa de natal, onde bem cedo a ação começa e também já chega ao seu clímax. Somos apresentados aos ângulos contidos e íntimos e à fotografia escura escolhidas para contar a história dessa família de personagens solitários, que na noite de natal recebe a visita de um parente não-grato e há muito sumido.</p>
<p>Caio (Leonardo Medeiros) chega à festa de natal de sua família depois de anos sumido, e reencontra todos instalados em suas próprias questões e melancolias. Graziela Moretto interpreta a cunhada Fabi, que no momento da festa se esforça para que tudo termine bem aquela noite, se impacientando apenas com a sogra Mércia, personagem com a qual Darlene Glória faz um retorno digno de diva &#8211; e para destacar sua atuação é só prestar atenção em cenas como a do reencontro entre mãe e filho, uma das mais sensíveis. Rejeitado pelo pai (Lúcio Mauro), cobrado em suas responsabilidades pelo irmão Téo (Paulo Guarnieri) e perturbado pela constatação da fragilidade de sua mãe, Caio segue o trajeto que propôs a si mesmo e continua seu acerto de contas com o passado enquanto seus parentes passam o resto da história em busca de absolvições e esperança.</p>
<p>Nas interpretações os destaques ficam para Darlene Glória &#8211; presença sem a qual o filme seria outro – e Paulo Guarnieri que voltaram às telas depois de anos, numa atitude muito aertada de Selton. E na ponta oposta da linha da experiência está Fabrício Reis, ator que interpreta o menino Bruno, o membro mais novo da família. Em seu primeiro papel, Fabrício que tem 6 anos já ganhou um troféu no Festival de Paulínia 2008, onde o filme e o diretor também receberam prêmios.</p>
<p>A fotografia escura desagradou muita gente, mas em entrevista a justificativa dada demonstra o respeito com o ator: a questão da emoção cortada para a entrada do rebatedor de luz fugia completamente da naturalidade que o filme buscava, representada na humanidade de cada ruga de tristeza filmada de perto, que a fotografia de Lula Carvalho valorizou nos vários momentos de proximidade cúmplice. Essa intimidade, porém, não é espalhafatosamente melodramática, é contida que nem choro engasgado, e você sente o peso daquelas emoções sem precisar gastar uma caixa de lencinhos com isso.</p>
<p>Enfim, na generosidade de um ator dirigindo atores o público ganha uma história sobre as várias possibilidades da solidão e a estréia de um diretor que promete. Agora é esperar que ele cumpra!</p>
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		<title>Meu Nome Não É Johnny, 2007</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 18:39:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Dividido entre comédia e drama, um filme humano sobre a classe média carioca, as drogas e uma reviravolta.
Selton Mello protagonizando o primeiro lançamento nacional do ano recém chegado e mostrando que trabalhador que rala de verdade, não descansa. Digo trabalhador porque Selton atuou, deu palpite na escolha do elenco e ajudou a escrever os diálogos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><i>Dividido entre comédia e drama, um filme humano sobre a classe média carioca, as drogas e uma reviravolta.</i></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Selton Mello protagonizando o primeiro lançamento nacional do ano recém chegado e mostrando que trabalhador que rala de verdade, não descansa. Digo trabalhador porque Selton atuou, deu palpite na escolha do elenco e ajudou a escrever os diálogos, como se não pudesse evitar a intromissão.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Interpretando pela primeira vez um personagem que ‘estava a seu lado’, ele revive algumas histórias da vida de uma lenda urbana carioca: João Estrella. Jovem da classe média-bem-relacionada, João era moleque quando fumou seu primeiro baseado, meio ao acaso. No filme, o papel do carinha que descola o primeiro pra ele é interpretado por Rodrigo Amarante, também conhecido como baixista do Los Hermanos. <span> </span>Daí João foi crescendo e o vício também. Um dia ele se viu vendendo, ganhando e gastando mais do que imaginava e não soube a hora de parar. E chegou num tribunal, viu a mãe ali chorando e foi parar no meio dos loucos e se tornou ainda mais humano. Saiu de lá gente grande.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">De tão carismático, João ganhou até um livro sobre a própria história, escrito por Guilherme Fiúza, de onde saíram as situações que deram origem ao filme.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Júlia Lemmertz faz o papel da mãe de Estrella, que no final das contas foi a última a saber de tudo. Cléo Pires interpreta a namorada Sofia que esteve ao lado dele em boa parte da jornada. Aliás, Cléo e Selton estão bem afinados. Afinados também são os diálogos que você imagina surgindo normalmente naquelas situações, principalmente se você conheceu algum cara boa praça como o João.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Rafaela Mandelli, que foi protogonista da ‘novelinha’ Malhação por uma ou duas temporadas, se destaca no papel da amiga que também passa por várias metamorfoses dentro da história. E a história se desenrola dentro dessa perspectiva: As várias etapas, a oscilação de alguém que conhece o auge da juventude sem muita noção de limites, e acaba pagando sua pena e voltando à vida normal.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Selton Mello encarnou o seu próprio “Johnny”, o que deu mais charme à trama. Muitos dizem que a história contada dessa forma heroiciza demais o personagem. Mas afinal, ele é um personagem, não?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Mauro Lima dirigiu Tainá 2 por encomenda, e caiu no projeto de Meu Nome Não É Johnny também por convite. E apesar de não ser um projeto ‘pensado’ por ele, conduziu o filme pela linha pop que ele precisava ter.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Em tempos de Tropa de Elite ninguém escapa a uma comparação, a uma pergunta. E sabe, melhor dizer que os dois filmes não se parecem, porque não se parecem mesmo. Os dois talvez lidem com a mesma coisa por prismas diferentes e um pode até abafar o outro, porque em cinema às vezes a subjetividade perde pontos frente à ação. Melhor separar cada um e deixá-los em seus devidos lugares para não julgar errado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Selton disse que até foi convidado a participar do Tropa. Seria ‘aquele que pede pra sair’, mas já tinha acertado com Mariza Leão sua participação no Johnny. E ele fez bem, porque era preciso alguém como ele pra trazer à tela esse homem-humano. E porque no filme talvez ele seja de longe a melhor coisa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A história é interessante. A direção coerente. Mas falta à trama uma universalidade maior que transmita a idéia de reconhecimento com o personagem, que é ele mesmo a essência do filme. A fábula do vim-vi-e-venci soa meio piegas. Tudo bem, foi bonito isso, mas e daí?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Ressaltando, o melhor desse filme são seus personagens e suas histórias. Segue um ritmo gostoso de ver, mas quando passa a ser sério, perde a graça.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Quem gosta do Selton deve ir. E quem gosta de cinema brasileiro, também.</p>
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		<title>Árido Movie, 2006</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 14:24:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[(um dos filmes mais divertidos que vi nesse ano de 2.007 da era ocidental-judaico-cristã)
O mais importante é o fator acochativo: um nordeste pop é possível!
Um road-movie no sertão nordestino! Não, não pense assim! O árido do movie existe sim. Tem nordeste por todo lado. Tem messianismo, drogas, sexo. E tem um final que compromete o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">(um dos filmes mais divertidos que vi nesse ano de 2.007 da era ocidental-judaico-cristã)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><em>O mais importante é o fator acochativo: um nordeste pop é possível!</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Um road-movie no sertão nordestino! Não, não pense assim! O árido do movie existe sim. Tem nordeste por todo lado. Tem messianismo, drogas, sexo. E tem um final que compromete o conjunto da obra. Mas tem o Selton Mello (que eu arriscaria colocar num patamar de <em>muso</em> do mais recente cinema nacional) com uma barriga nada invejável!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O que <strong>Lírio Ferreira</strong> (responsável também por <strong>Baile Perfumado</strong>, 1997) nos mostra é um filme que evoca o tempo/clima a todo momento, até mesmo na ocupação de seu desfocado personagem principal, o homem do tempo que é celebridade na cidade do interior pernambucano na qual nasceu. E no entanto o clima árido é só pretexto para um texto afinado e pop que se contrapõe ao discurso duro e conservador daqueles que resguardam a hierarquia e continuidade de uma família e de um povo clássico que sobreviveu as idas e vindas de uma história seca.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Vamos à sinopse: Jonas (Guilherme Weber) é o ‘homem do tempo’ de um telejornal veiculado em rede nacional. Ele vive mais um dia na vida quando recebe a notícia de que seu pai, Lázaro (numa participação sempre interessante de Paulo César Pereio), fora assassinado e que ele, Jonas, é esperado no velório, o que implica o retorno a sua cidade natal, um lugar perdido no meio do estado de Pernambuco ao qual ele aparentemente está desvinculado, pelo menos até aquele momento. Em sua viagem, Jonas é seguido de perto por um trio de amigos, Vera (Mariana Lima), Falcão (Gustavo Falcão) e Bob (Selton Mello) que não sabem bem o porquê, mas partem atrás do amigo com a idéia de lhe prestar apoio neste momento difícil; e também encontra Soledad (Giulia Gam) uma videomaker que vem pesquisando os diferentes discursos produzidos pelos nordestinos a respeito da água.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Ao chegar a seu destino, Jonas se vê pressionado por sua avó a assumir as responsabilidades pela família e ameaçado por dois tios postiços (Matheus Nachtergaele e Aramis Trindade) a abdicar de seus direitos e deixar que eles resolvam a questão do assassinato.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Agora um parêntese dedicado ao personagem de Guilherme Weber: quando nas cenas iniciais do filme, Jonas aparece em segundo plano, parecendo menos importante que o objetos que o cercam, inicialmente pensei que se tratasse de algum mistério reservado ao personagem. Mas no decorrer do filme a história de Jonas me pareceu mais pretexto do que história principal. E talvez seu desfocamento inicial tenha sido um sutil toque do diretor a esse respeito.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Penso que o filme quis mostrar que o nordeste é um reservatório de cultura pop a ser explorado e que além do universo sempre mostrado do sofrimento dos nordestinos, lá também existem índios que já nem teimam em reivindicar pra si o estatuto de primeiros habitantes, mas que se entristecem em serem tão poucos os que conhecem sua vasta cultura: pra quem deixar as receitas de chás? Que lá ainda persistem idéias mágicas ligadas ao messianismo e personagens como Meu Velho (muito bem interpretado por José Celso Martinez Corrêa), que se diz o primeiro homem a morar naquela região, aquele cuja tarefa designada por deus foi a de organizar o lugar para a habitação do homem e resguardar o seu segredo mais secreto de todos: a magia da água! E dentro ainda de questões míticas, como um lugar onde se consegue um dos melhores fumos do país. E penso que é nessa mistura de um universo mítico-religioso onde índios ainda sofrem preconceitos e oligarquias familiares antigas tendem a trocar o algodão pela maconha (muito mais rentável hoje em dia) que Lírio Ferreira propõe um nordeste diferente, com bailes regados a Renato e Seus Blue Caps que embalam jovens em busca de aventura e algum fumo. Uma mistura que coloca o nordeste não no passado, mas no presente.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Destaco algumas cenas, como a que o personagem de Selton Mello nos explica em detalhes como produzir um ‘baseado’; o depoimento de Meu Velho à Soledad; e o transe de Jonas. A força do filme que está mesmo nos personagens ditos secundários: Wedja (Suyane Moreira) a bela índia que é pivô do assassinato, de muitos ciúmes e algum desejo. Zé Dumont com o seu Zé Elétrico encarna com precisão alguém que conhece bem aquele lugar e que busca a adaptação a cada nova realidade que surge sem perder a sua essência. E o trio formado por Mariana Lima, Gustavo Falcão e Selton Mello que garantem os momentos mais divertidos do filme, com suas discussões irrelevantes, seus grandes silêncios, e sua euforia, tudo embalado por uma amizade que parece tão verdadeira quanto o sotaque de Mariana (e isso não é uma crítica ruim).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O que o Árido Movie nos fica devendo é um final menos confuso e mais elaborado, pois o mínimo que se espera depois de um filme como esse é um final condizente.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Bonita mesmo é a fotografia de Murilo Salles embalada por músicos como Otto e Junio Barreto, usados aí pra demonstrar e reiterar que o nordeste ainda existe e como todo ser vivo, é mutante e traz em sua essência o novo e o velho.</p>
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		<title>Na coletiva de &#8220;Meu Nome Não é Johnny&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 03:54:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Coletivas são legais. Nelas é que se pode debater a respeito da produção de um filme, aproveitando pra entender como se faz cinema, falar sobre políticas públicas, e mais um monte de assuntos que surgem, e talvez até nem devessem surgir. Pra quem não sabe nada sobre o filme, pode dar uma olhada no site [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coletivas são legais. Nelas é que se pode debater a respeito da produção de um filme, aproveitando pra entender como se faz cinema, falar sobre políticas públicas, e mais um monte de assuntos que surgem, e talvez até nem devessem surgir. Pra quem não sabe nada sobre o filme, pode dar uma olhada no<a href="http://www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br/"> site oficial</a> ou no <a href="http://www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br/blogjoao/">blog de João Estrella</a>, o personagem que vivenciou a trama na escala do real.Em poucas palavras, o filme conta a história do carioca João Estrella e seu envolvimento com o consumo/revenda de &#8217;substâncias ilícitas&#8217;. Isso no Rio-de-Janeiro-da-década-de-oitenta, que quer queiram muitos, quer não queiram outros tantos, foi o lugar e o período do surgimento de inúmeras bandas brasileiras posteriormente consagradas. Aliás, segundo <a href="http://www.flickr.com/photos/istonaoestaacontecendo/2103810111/">Selton Mello</a>, João é um músico que desviou-se do caminho, mas  conseguiu reencontrá-lo.</p>
<p>A entrevista começa com equipe reduzida: Cléo Pires acabou participando apenas da <a href="http://www.flickr.com/photos/istonaoestaacontecendo/2103808573/">sessão de fotos</a> , saindo mais cedo devido à intensa rotina que tem envolvido o lançamento do filme (parece que a equipe esteve em São Paulo ontem).</p>
<p>Selton é simpático, brinca com todo mundo, mas parece tímido &#8211; ou cansado &#8211; a ponto de me deixar sem graça na hora de mirar a maquininha de retratos. Bom, mas ele deve saber como lidar com isso e vai falando enquanto alguns fotografam: de acordo com o que ele conta, seu envolvimento com a produção ultrapassou muito a relação de &#8216;ator&#8217; e ele opiniou em alguns testes de elenco, sugeriu nomes e indicou o diretor. Mas deve ser fácil confiar na experência de Selton tanto quanto ele parece gostar de misturar-se no filme &#8216;até os ossos&#8217;, com perdão da hiperbóle. Ele aproveitou também pra confirmar sua estréia na direção, num filme chamado &#8220;Feliz Natal&#8221; e cujo protagnista será Leonardo Medeiros, que esteve bem <a href="http://istonaoestaacontecendo.blogspot.com/2007/10/corpo-2007.html">na última vez que o vi.</a></p>
<p>Não, não! Dessa vez Selton disse que não atua.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Sobre um momento da produção que ele destacaria, cita a cena do julgamento, para qual solicitou uns minutos a sós com João, ouvindo atentamente o relato daquela situação. Ao gravar a cena, o ator disse não ter seguindo roteiro algum e sim se esforçado para relembrar a forma como João descreveu o momento, suas palavras, a emoção de estar diante de sua mãe, e o fato de ter acabado por transformar aquilo numa possibilidade de auto-reflexão sobre suas ações, e a cena acabou sendo gravada num take só. Ele enfatiza a força dramática dessa cena sinalizando-a como uma das mais importantes em sua carreira.</p>
<p> João Estrella também fala de importâncias: diz quão cansativo foi reviver essas emoções, fosse no set ou na primeira exibição pública do filme na qual ele esteve presente. Emocionar-se de novo e mais uma vez.</p>
<p>As pessoas atrapalham a coisa toda levantando questões contundentes, como perguntando pro Selton se ele estava&#8217;gordinho mesmo&#8217; ou era só impressão ou ainda buscando comparações entre &#8220;Meu Nome&#8230;&#8221; e &#8220;Tropa de Elite&#8221;</p>
<p>A mensagem que os dois deixam pro final é clara e simples: Assitam cinema nacional!</p>
<p>Acho que é uma boa dica&#8230;</p>
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		<title>Na coletiva de &quot;Meu Nome Não é Johnny&quot;</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 03:54:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Coletivas são legais. Nelas é que se pode debater a respeito da produção de um filme, aproveitando pra entender como se faz cinema, falar sobre políticas públicas, e mais um monte de assuntos que surgem, e talvez até nem devessem surgir. Pra quem não sabe nada sobre o filme, pode dar uma olhada no site [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coletivas são legais. Nelas é que se pode debater a respeito da produção de um filme, aproveitando pra entender como se faz cinema, falar sobre políticas públicas, e mais um monte de assuntos que surgem, e talvez até nem devessem surgir. Pra quem não sabe nada sobre o filme, pode dar uma olhada no<a href="http://www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br/"> site oficial</a> ou no <a href="http://www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br/blogjoao/">blog de João Estrella</a>, o personagem que vivenciou a trama na escala do real.Em poucas palavras, o filme conta a história do carioca João Estrella e seu envolvimento com o consumo/revenda de &#8217;substâncias ilícitas&#8217;. Isso no Rio-de-Janeiro-da-década-de-oitenta, que quer queiram muitos, quer não queiram outros tantos, foi o lugar e o período do surgimento de inúmeras bandas brasileiras posteriormente consagradas. Aliás, segundo <a href="http://www.flickr.com/photos/istonaoestaacontecendo/2103810111/">Selton Mello</a>, João é um músico que desviou-se do caminho, mas  conseguiu reencontrá-lo.</p>
<p>A entrevista começa com equipe reduzida: Cléo Pires acabou participando apenas da <a href="http://www.flickr.com/photos/istonaoestaacontecendo/2103808573/">sessão de fotos</a> , saindo mais cedo devido à intensa rotina que tem envolvido o lançamento do filme (parece que a equipe esteve em São Paulo ontem).</p>
<p>Selton é simpático, brinca com todo mundo, mas parece tímido &#8211; ou cansado &#8211; a ponto de me deixar sem graça na hora de mirar a maquininha de retratos. Bom, mas ele deve saber como lidar com isso e vai falando enquanto alguns fotografam: de acordo com o que ele conta, seu envolvimento com a produção ultrapassou muito a relação de &#8216;ator&#8217; e ele opiniou em alguns testes de elenco, sugeriu nomes e indicou o diretor. Mas deve ser fácil confiar na experência de Selton tanto quanto ele parece gostar de misturar-se no filme &#8216;até os ossos&#8217;, com perdão da hiperbóle. Ele aproveitou também pra confirmar sua estréia na direção, num filme chamado &#8220;Feliz Natal&#8221; e cujo protagnista será Leonardo Medeiros, que esteve bem <a href="http://istonaoestaacontecendo.blogspot.com/2007/10/corpo-2007.html">na última vez que o vi.</a></p>
<p>Não, não! Dessa vez Selton disse que não atua.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Sobre um momento da produção que ele destacaria, cita a cena do julgamento, para qual solicitou uns minutos a sós com João, ouvindo atentamente o relato daquela situação. Ao gravar a cena, o ator disse não ter seguindo roteiro algum e sim se esforçado para relembrar a forma como João descreveu o momento, suas palavras, a emoção de estar diante de sua mãe, e o fato de ter acabado por transformar aquilo numa possibilidade de auto-reflexão sobre suas ações, e a cena acabou sendo gravada num take só. Ele enfatiza a força dramática dessa cena sinalizando-a como uma das mais importantes em sua carreira.</p>
<p> João Estrella também fala de importâncias: diz quão cansativo foi reviver essas emoções, fosse no set ou na primeira exibição pública do filme na qual ele esteve presente. Emocionar-se de novo e mais uma vez.</p>
<p>As pessoas atrapalham a coisa toda levantando questões contundentes, como perguntando pro Selton se ele estava&#8217;gordinho mesmo&#8217; ou era só impressão ou ainda buscando comparações entre &#8220;Meu Nome&#8230;&#8221; e &#8220;Tropa de Elite&#8221;</p>
<p>A mensagem que os dois deixam pro final é clara e simples: Assitam cinema nacional!</p>
<p>Acho que é uma boa dica&#8230;</p>
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